Lista de personalidades


Flávio Werneck Meneguelli
Vice-presidente do SINDIPOL/DF

26/12/2011

Flávio Werneck Meneguelli tem 35 anos e é Escrivão de Polícia Federal. Natural de Juiz de Fora/MG. É Bacharel em Direito e Pós-Graduado em Direito Público. Engenharia Química, em Direito e Pós-Graduação em Direito Público. Atualmente é Vice-Presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal. Em entrevista ao site ele fala sobre a nova diretoria, reestruturação salarial e OPF.

 Sindipol/DF – Como avalia a atuação do SINDIPOL/DF na nova diretoria?

 A nova diretoria assumiu com proposta de regularização de alguns procedimentos, notadamente contábeis-administrativos. A auditoria serviu para dar transparência ao processo. Nesse ano tivemos que estruturar e construir os alicerces da luta que estamos travando nesse exato momento, qual seja, da reestruturação salarial e busca por uma Lei Orgânica que paute a meritocracia.

Sindipol/DF – Em sua opinião, quais são os maiores problemas do DPF hoje?

O Departamento de Polícia Federal não acompanhou a democratização do país. Continua com legislação arcaica e pior, gestão baseada unicamente em hierarquia e disciplina. Diga-se, usadas de maneira distorcida, para manutenção do poder. Só que os que mantêm o poder não estão enxergando a autofagia e destruição do Órgão. Se um ex-presidente não conseguiu, em passado recente, extinguir o DPF, nossos gestores, não fazendo as avaliações certas e mantendo a estrutura IMPERIAL hoje existente, darão fim ao mesmo, em futuro não muito distante.

Sindipol/DF – Quais são as expectativas em relação à Reestruturação Salarial?

A reestruturação salarial vinha caminhando relativamente bem, de maneira balizada e pautada em discursos legais e meritocráticos. Infelizmente a última reunião nos deixou um pouco frustrados, pois tivemos que rebater novamente argumentação falaciosa sobre atribuições, complexidade e comparativos estatísticos percentuais e globais. O governo não apresentou contraproposta e adiou a apresentação para reunião futura. Espero sinceramente seja a última. Não há razão para tratamento desigual para com os Policiais Federais em face dos demais integrantes do serviço público civil federal durante o governo do Partido dos Trabalhadores.

Sindipol/DF – Quais os benefícios que o projeto OPF traz à segurança pública do país?

O primeiro e mais claro benefício é o da recuperação da polícia INVESTIGATIVA/PREVENTIVA. Em todos os países onde a persecução criminal tem uma eficiência razoável se investe em investigação e prevenção. è mais eficaz e mais barato para a sociedade. A polícia tem que ser tratada de forma profissional, sem "achismos" e amadorismos que hoje cercam essa ciência. Toda polícia é, por sua natureza, multidisciplinar. Não há primazia do jurídico. Enquanto os nossos gestores não entenderem que a segurança pública tem que ser profissionalizada continuaremos com índices pífios de eficiência. O OPF é o primeiro passo para esse reconhecimento.

Sindipol/DF – Em relação a atuação sindical, qual sua opinião sobre o projeto OPF?

Estamos colocando o projeto para análise dos nossos políticos. Esse passo é importante para a quebra de discursos mentirosos e preconceituosos. Desmistificam afirmações mal intencionadas e fáceis que observamos para contrapor o projeto. Ele tem embasamento teórico, sociológico e constitucional firmes, coesos. Rezo para que esse primeiro passo na reestruturação da segurança pública brasileira seja dada rapidamente, pena dos índices de criminalidade e de eficiência sejam mais absurdos (mais ou menos 17% de eficácia) e as futuras gerações herdarem essa "maldição social".


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