Fonte: O Globo
A dívida pública federal ficou praticamente estável em R$ 1,940 trilhão em abril. O volume de recursos que o governo toma emprestado para financiar as necessidades do país apresentou recuo de 0,01% na comparação com o mês anterior, segundo dados do Tesouro Nacional.
O coordenador-geral de Operações da Dívida, Fernando Garrido, explicou que a leve queda no estoque da dívida ocorreu devido ao volume de vencimentos em patamar acima das emissões feitas pelo governo. No mês passado, as emissões da dívida pública somaram R$ 39,4 bilhões, enquanto os resgates de papéis totalizaram R$ 55,5 bilhões. Com isso, o resgate líquido foi de R$ 16,1 bilhões em abril. Mas as despesas com juros fizeram a dívida subir R$ 15,93 bilhões no mês, levando à estabilidade.
– Há sazonalidade grande de vencimentos no começo do ano e as emissões de abril se destacaram como as maiores dos últimos 12 meses – disse Garrido.
O Tesouro Nacional estima que, após atingir pela primeira vez a marca de R$ 2 trilhões no fim de 2012, a dívida pública volte a subir. Segundo o Plano Anual de Financiamento 2013 (PAF), ela ficará em dezembro num intervalo entre R$ 2,1 trilhões e R$ 2,4 trilhões. Isso significa que o endividamento federal em títulos públicos terá um crescimento mínimo de 4,58% e máximo de 11,55%.
Garrido destacou que a participação dos investidores estrangeiros detentores de títulos públicos caiu em abril, passando de 14,76% para 14,55%. O volume de títulos nas mãos de estrangeiros passou de R$ 273,3 bilhões para R$ 269,4 bilhões. Foi a primeira vez desde setembro de 2011 que houve redução nesse valor. O coordenador garantiu, não entanto, que esse movimento não reflete uma tendência.
– A gente não vê nenhuma tendência de redução do volume no médio e longo prazo – disse.
GARANTIA MAIOR NO FGC
O programa de compra de títulos da dívida pública por pessoas físicas, o Tesouro Direto, ganhou 4,2 mil participantes em abril. O total de investidores chegou a 346.329, um aumento de 16,9% em 12 meses. O estoque do programa alcançou R$ 9,676 bilhões, o que representa acréscimo de 1,81% em relação a março.
Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou aumento do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Quando um banco associado à entidade quebrar, o fundo garantirá até R$ 250 mil. Antes, a garantia era de R$ 70 mil. A mudança já tinha sido aprovada em assembleia do FGC. (Colaborou Gabriela Valente).
Comments are closed.