Panorama Político – Ilimar Franco – O Globo – 11/02/2012
Os líderes do PMDB, Henrique Alves (RN), e do PT, Jilmar Tato (SP), decidiram não votar mais a PEC-300, que aumenta os salários da Polícia Militar. A radicalização da greve na Bahia pesou. Além disso, os 27 governadores são contra. Tato afirma: “Seria demagógico jogar este pepino no colo dos governadores.” Para eles, o tema “segurança pública” é maior que o item “salário”. Alves acrescenta: “É preciso debater o direito de greve dos policiais.”
O repente de Cid Gomes – O governador Cid Gomes (CE) se desentendeu com a presidente Dilma durante a recente viagem desta para fiscalizar obras da Transnordestina. Cid foi aos locais vistoriados pela presidente irritado pelo fato de ela ter suspendido a passagem por Fortaleza. Numa das conversas, da qual participaram também os governadores Eduardo Campos (CE) e Wilson Martins (PI), eles teriam divergido numa conversa sobre investimentos federais nos estados. Contam que, agastado, o governador deixou a agenda pelo meio, pegou seu avião e foi embora. No Ceará também se diz que Cid queria que o irmão, Ciro Gomes, fosse ministro.
O SECTARISMO. Responsável pelo deslocamento de forças políticas mais relevante da última década e que isolou os partidos de oposição ao governo Dilma, o fundador do PSD e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi vaiado pela elite petista reunida em Brasília, num ato de aniversário. Trinta e dois anos depois de sua fundação, os petistas continuam a exibir o sectarismo político como um de seus traços marcantes. Em viagem pelo Nordeste, na quarta-feira, testemunhas contam que a presidente Dilma xingou o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), de tudo quanto é nome ao ser informada que ele tinha suspenso a votação do Funpresp.
Desapreço – Os petistas contam que o que mais irritou Marco Maia foi o fato de ele ter pedido para um amigo uma gerência do BB em São Paulo-capital. Mas a direção do banco o mandou primeiro para a Patagônia e depois para Angola.






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