MÁRCIO FALCÃO, Folha de São Paulo
Presidente da República de forma interina, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), brincou nesta terça-feira (27) com um grupo de sindicalistas e disse que está virando moda a história de metalúrgico virar presidente.
Maia ocupa a Presidência até a tarde desta quarta-feira. O presidente da Câmara foi metalúrgico e torneiro mecânico como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na Presidência, ele tem adotado uma agenda regional e se dedicado a compromissos que não passam pela rotina da presidente Dilma Rousseff, que está em viagem à Índia.
Aos sindicalistas, Maia prometeu criar uma comissão geral para discutir a desindustrialização.
Essa comissão reúne na Câmara representantes do governo, dos congressistas e dos setores envolvidos para discutir o tema. Neste caso, devem ser chamados empresários, sindicalistas e economistas.
A agenda sindical inclui, por exemplo, a isenção do imposto de renda para PLR (participação dos lucros e resultados) e abono salarial, aumento para os aposentados que ganham valores acima do piso nacional, fim do fator previdenciário e reajuste para os servidores públicos e queda nas taxas de juros.
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), deixou o Planalto bem-humorado dizendo que tinha aproveitado a interinidade de Maia na Presidência para “arrancar” o fim do fator previdenciário, entre outros pontos defendidos.
“Temos que aproveitar que a mulher saiu”, brincou.
Essa é a terceira vez que o petista assume a Presidência no governo Dilma.






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