Ponto do Servidor – Maria Eugênia – Clica Brasília
O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, não leva muita fé na mobilização dos servidores públicos que ameaçam fazer greve. Segundo nota publicada na coluna Ponto do Servidor, da jornalista Maria Eugência, o representante do governo federal, Sérgio Mendonça, mantém a crença de que um acordo possa vir a evitar a greve geral no serviço público, marcada para maio.
“Eu, por obrigação, acredito em vários acordos. Podemos ter greve, podemos ter conflito, mas, para a maioria das coisas, vamos conseguir chegar a um acordo. Acho difícil que haja um movimento generalizado, na minha percepção”, disse. A pré-anunciada greve geral está programada para 9 de maio.
Servidores esperam
As centrais sindicais representam cerca de 1,2 milhão de servidores públicos. Na opinião do secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Costa, o governo tem sido “inflexível” com os sindicalistas. “Estamos esperando”, disse. A pauta de reivindicação inclui melhoria salarial, fim das distorções, paridade e definição de data-base. “Mantemos a posição. Se não houver flexibilidade por parte do governo, vamos decretar paralisação geral”, acrescentou.
Muito cálculo
Atualmente, a folha de pagamento – considerando o Poder Executivo, o que inclui servidores civis e militares, o Legislativo e o Judiciário – custa cerca de R$ 200 milhões por ano ao governo. O montante equivale a 4,5% do PIB. E, conforme o secretário Sérgio Mendonça, o alto percentual faz com que cada movimento de reajuste salarial precise ser bastante calculado. A ordem atual é que o crescimento dos gastos não ultrapasse a relação com o PIB nominal.






Comments are closed.