Do UOL, em São Paulo
De acordo com o Itamaraty, 15 brasileiros foram proibidos de entrar na Espanha ao chegar no aeroporto de Barajas, em Madri, desde domingo (22) até esta terça-feira (24).
Dentre os principais motivos pela inadmissão do grupo, estão a falta de carta-convite e o fato de não conseguirem comprovar recursos financeiros para manter-se durante a estadia na Espanha.
O consulado brasileiro no país foi informado da situação e ofereceu todo o suporte ao grupo.
Ainda segundo o Itamaraty, o consulado verificou se os brasileiros estavam tendo acesso à alimentação e medicamentos, e tudo estava em ordem.
O Ministério das Relações Exteriores não divulgou os Estados de origem dos brasileiros que foram barrados.
Reciprocidade
Desde o dia 2 de abril começou o programa que vai aplicar o princípio da reciprocidade aos espanhóis que vierem ao Brasil. A regra aumentou a restrição à entrada dos visitantes em resposta aos relatos de brasileiros que têm sido barrados na Espanha, principalmente em Madri, por não atenderem todos os pré-requisitos para entrada.
As exigências incluem passaporte válido por seis meses, bilhete aéreo de ida e volta, comprovação de recursos para estadia e hospedagem garantida –exatamente as mesmas obrigações que brasileiros têm de cumprir quando querem entrar na Espanha.
Há anos os dois países trocam acusações de maus tratos a seus turistas. Em 2007, os espanhóis barraram 3.013 brasileiros no aeroporto madrileno, segundo o Itamaraty. No ano seguinte, foram 2.196. Em 2009, houve queda para 1.714 e em 2010, para 1.695. No ano passado, 1.402 brasileiros foram rejeitados na principal porta de entrada para a Espanha.
Em entrevista ao jornal “El País”, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que “as situações arbitrárias” realizadas pela Espanha afetam “pessoas que têm a documentação em dia e são levadas a uma sala separada do aeroporto [de Madri] para ser investigadas pela polícia”.
“Por exemplo”, afirmou, “têm de mostrar que seu cartão de crédito tem um limite, que estão de posse de um seguro-saúde, que têm reserva em hotel e que podem pagar a fatura da hospedagem”, alegou. Segundo a Espanha, essas medidas são requisitos de entrada exigidos no espaço Schengen, ao qual pertence a Espanha.






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