Fonte: Agência Sindipol/DF com Fonacate
Nesta terça-feira (15), a diretoria do SINDIPOL/DF e a diretoria do SINPEF/ES participaram das palestras da 3ª Conferência Nacional das Carreiras Típicas de Estado. O evento, que está acontecendo no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, tem como tema O papel das carreiras de Estado na Promoção do desenvolvimento do Brasil e no combate à corrupção.
O primeiro painel do Encontro teve como tema “A importância da Meritocracia para o desenvolvimento, com a professora do departamento de Sociologia e Ciência da Universidade de La Coruna (Espanha), Obdulia Taboadela”.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Sergipe, Antônio José Almeida de Moraes, na oportunidade das perguntas, esclareceu à professora que no Brasil o cidadão que faz o concurso, já ingressa nas polícias em cargos de chefias.
Obdulia Taboadela informou que, na Espanha, os policiais entram na Corporação em cargos de base. Em determinado momento da carreira, o servidor participa de concurso interno para a ascensão da carreira. “Meritocracia é sinônimo de igualdade. Creio que a meritocracia é um bom mecanismo para se chegar a um país justo. Esse sistema permite, por exemplo, que uma pessoa como eu, filha de um trabalhador, e mulher, possa ter feito carreira no governo e possa estar aqui hoje”.
O modelo espanhol de valorização do servidor público também foi apresentado pela professora. “A Espanha foi, nos últimos anos, um exemplo de como um país atrasado não admitia, não aceitava diferenças, sobretudo na esfera pública, e que atingiu níveis de igualdade muito acima de qualquer previsão otimista”, afirmou. Segundo a Aluarez, apenas após 2004 o país europeu passou a revalorizar as carreiras de estado, ao passo que, durante a ditadura militar, a carreira pública estava em declínio. “O acesso aos cargos públicos se dava pela nomeação e não pelo mérito. Isso era um problema. Sempre que havia troca de governo, por exemplo, os funcionários eram substituídos pelo novo poder em vigor. Não havia proveito da equipe técnica”.
A mudança ocorreu com a chegada do governo socialista, que tinha como objetivo retirar o corpo gerencial que vigorou durante a ditadura militar e promover uma renovação dos funcionários efetivos. A professora explicou ainda que, ao longo dos últimos 40 anos, com as mudanças, os espanhóis retomaram a confiança nos serviços públicos. “Creio que um país não é somente sua renda per capita. Entende-se por um país a capacidade que tem o Estado de fazer seus cidadãos mais felizes. Três características, portanto, são imprescindíveis para um governo democrático: transparência, bom governo e prestação de contas. E foi assim que chegamos à uma mudança na Espanha”, contou.






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