Folha de São Paulo
O otimismo das famílias brasileiras em relação à realidade socioeconômica do país caiu de 67,7 pontos, em março, para 67, em abril. As informações estão no levantamento do IEF (Índice de Expectativas das Famílias) divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta quarta-feira (16).
O valor apresentado para o índice em abril é o mais baixo no ano de 2012 e aponta para uma tendência de baixa que vem sendo observada desde o pico observado em janeiro deste ano.
Em abril de 2011, o indicador registrou 63,8 pontos. O índice começou o ano em 69 pontos (janeiro), caiu para 67,2, em fevereiro e subiu para 67,7 (março).
O Ipea, órgão ligado à Presidência da República, faz o levantamento mensalmente em 3.810 domicílios, em mais de 214 cidades. Na escala do Ipea, a pontuação acima de 60 pontos indica otimismo; abaixo de 40, pessimismo.
No índice de abril, houve queda em todas as grandes regiões brasileiras, com exceção da região Sudeste. As regiões Nordeste e Sul apresentaram variações negativas, porém pouco significativas em relação ao mês anterior (0,2 e 0,5 respectivamente).
A expectativa das famílias, no que diz respeito à situação econômica do país no curto prazo, aponta que, no mês de abril, 68,3% das famílias acreditam que o Brasil passará por melhores momentos nos próximos 12 meses, alta em relação ao mês anterior (66%).
A confiança das famílias brasileiras quanto à situação econômica do país no longo prazo apresenta alta no mês de abril. Cerca de 63,5% das famílias estão otimistas com o desempenho da economia nos próximos cinco anos, valor superior a março (62%).
Em abril, 75,8% das famílias brasileiras pesquisadas indicaram estar melhor financeiramente hoje do que há um ano, valor inferior ao mês anterior (77,3%).
Quanto a aquisição de consumo de bens duráveis, 60,3% das famílias acreditam que agora é um bom momento para esse tipo de compra, acima do registrado em março (58,3%). Enquanto isso, 36,1% das famílias considera que não é o momento ideal, valor que vem declinando desde o mês de setembro (41,1%).
De todas as famílias consultadas pelo Ipea, 56,4% afirmaram não ter dívidas — valor superior a março (54,1%). Apesar da baixa variação no tocante ao Brasil, entre as regiões, houve diferença entre famílias brasileiras endividadas e não endividadas por região.






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