Fonte: Agência Sindipol/DF
Por Flávio Werneck
– E o PL 1952, que trata do Regime Disciplinar, emperrou!!!!! Após inúmeras discussões, desgastes e as tentativas de marcar nova reunião, por parte do MJ, simplesmente o silêncio eloqüente. O Deputado Vieira da Cunha (relator do projeto) deve estar ansioso para retomar o trabalho com base no texto construído. Ou não?? Importa ressaltar, sobre o tema, a dança de cadeiras na COGER, que é, a priori, positiva. O novo Corregedor tem um histórico de perfil policial mais agregador e de conhecimento técnico mais apurado. Aguardamos cenas dos próximos capítulos para podermos apresentar dados concretos.
– Ainda sobre o tema “ACORDO ASSINADO É PARA SER CUMPRIDO”, continuamos ansiosos. Após reunião não muito profícua e denominada “embromation table” pelos próprios interlocutores do governo, foi afirmado que seríamos informados de qualquer progresso REAL nas negociações internas no governo. Para além de acompanhar, estamos tentando fazer nossa parte, todavia; HAJA PACIÊNCIA. Só para informar: até os mais calmos representantes policiais perderam a paciência durante a última reunião. Dia doze de junho – dia dos namorados – vamos ter a resposta se nosso relacionamento com o governo está estável e gerará frutos para os policiais e para a sociedade ou teremos que adentrar em mais uma “DR” institucional? E essa está com cara de divórcio litigioso dos mais complicados.
– Nosso salário está tão carcomido pelos seis anos sem recomposição (quase sete) e as diárias estão tão baixas que tem colega fazendo malabarismo para trabalhar durante o Rio+20. A diária não paga nem o hotel, quanto mais alimentação e deslocamento. Dizem a boca miúda, que estão preparando um protesto para da data. Boa denominação, pelo menos no que tange à remuneração, seria Rio+20²+reestruturação salarial. Aí sim os policiais conseguiriam trabalhar sem preocupação com o colégio dos filhos, aluguel, plano de saúde, telefone, cheque especial, empréstimos consignados, etc. Corda no pescoço e cadafalso prestes a…
– Nos momentos difíceis é que podemos observar, de forma mais objetiva, quem tem consciência e atitudes retas, coerentes e éticas. É quando conseguimos, com um pouco de sensatez, separar o “joio do trigo”, o político do politiqueiro, o idealista do vendido. Sugiro aos colegas uma análise mais clara, menos míope e afastada da cólera. Com um pouco de calma conseguimos juntar os pontos – afinal somos todos policiais por essência – e chegar a conclusões sobre nossos anseios e quem realmente empunha a luta da reestruturação e outras conexas, ombreado (mesmo com divergências) e quem finge, dissimula e apresenta-se no teatro de luta já derrotado, totalmente VENDIDO.
Flávio Werneck é vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal






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