PRISCILLA OLIVEIRA – DA REUTERS
A arrecadação federal somou R$ 92,62 bilhões em abril deste ano. O resultado é o melhor para o mês e o segundo melhor do ano, ficando atrás apenas do resultado de janeiro (R$ 103.918 bilhões). Descontada a inflação oficial pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a alta foi 3,49% sobre o resultado de abril do ano passado.
A indústria, entretanto, não mostrou melhora. No primeiro quadrimestre o setor apresentou sucessivas quedas em relação ao mesmo período do ano passado. Em abril, houve decréscimo de 2,08% em relação a 2011. Em janeiro a queda foi de 1,2%, em fevereiro de 3,4% e em março de 3,93%.
O recolhimento de IPI de automóveis também apresentou queda de 31,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a Receita, o recolhimento menor ocorreu devido à redução do volume de vendas de 7,6% ao mercado interno. A redução foi nas vendas foi registrada em março e se reflete no recolhimento do imposto em abril.
No acumulado de 2012, a arrecadação atingiu R$ 351,955 bilhões, alta real de 6,28 por cento sobre o mesmo período de 2011. Segundo a secretária-adjunta da Receita Federal, Zayda Bastos Manatta, a expansão das vendas, da massa salarial e das importações influenciou a arrecadação no primeiro quadrimestre.
Esses fatores contribuíram para o crescimento das receitas da Previdência Social, que subiram 8,45% no acumulado de 2012, de PIS/Cofins (+ 1,94%), e do Imposto de Importação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculado a produtos estrangeiros (+15,26%), considerando a variação do IPCA.
A Receita Federal argumentou que o crescimento menor em abril deveu-se a uma queda de 31,50% na arrecadação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) cobrados de automóveis, para R$ 452 milhões; uma diminuição de 6,10% no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), para R$ 2,765 bilhões; e queda de 1,65%, para R$ 5,415 bilhões, na (Contribuição Social Sobre Lucro Líquido).
Por outro lado, o Imposto de Importação cresceu 12,08%, para R$ 2,243 bilhões, e o IPI-Bebidas teve alta de 24%, para R$ 267 milhões.
RECEITA MENOR
Na semana passada, o governo informou que reduziu em R$ 9,988 bilhões a previsão de arrecadação de tributos e impostos para 2012. Esse tombo será compensado por receitas maiores com concessões e dividendos de empresas estatais, entre outros, cujas contas foram elevadas em R$ 13,423 bilhões, para R$ 135,158 bilhões no total.
O governo argumenta que esse ajuste não significará prejuízo para o cumprimento da meta cheia de superavit primário –economia feita pelo setor públicos para pagamento de juros– neste ano, de R$ 139,8 bilhões.
A redução na previsão da arrecadação ocorre num momento de incerteza sobre o crescimento da economia brasileira. Apesar de a previsão oficial do governo ter sido mantida em 4,5%, a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff já sabe que a expansão ficará ao redor de 3%.
Num sinal de que o governo começa a focar mais em 2013, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou na segunda-feira que o crescimento de 2013 será maior que o deste ano.
Toda essa preocupação é resultado do agravamento da crise internacional, com a ameaça de a Grécia deixar a zona do euro, aumentando o risco de mais turbulências.






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