Folha de São Paulo
Servidores federais de todo o país, mobilizados por 31 entidades nacionais, farão nesta terça-feira marcha na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para pressionar o governo a apresentar respostas às suas reivindicações salariais.
Após a marcha, os servidores participarão de uma assembleia para decidir se entrarão em greve geral.
Nesta segunda-feira cerca de 300 representantes da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) em 20 Estados, incluindo o Distrito Federal, aprovaram por unanimidade a realização de greve por tempo indeterminado a partir do dia 18 de junho.
Essa proposta será discutida e votada na assembleia geral marcada para amanhã. Se aprovada, a greve geral dos servidores será a primeira desde 2003.
A principal reivindicação é por reajuste salarial linear a todos os servidores, como forma de recompor as perdas salariais provocadas pela inflação. Eles querem também que o governo defina uma política salarial para os servidores federais. Essa política é necessária para que todo ano não tenhamos que negociar tudo de novo, explicou Sergio Ronaldo da Silva, diretor da Condsef.
Segundo Ronaldo da Silva, o novo secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público, Sérgio Mendonça, está no cargo há 90 dias e até agora não deu nenhuma resposta às reivindicações apresentadas pelas lideranças dos servidores.
A única coisa que ele diz é que o governo só terá condições de apresentar algum retorno às demandas do funcionalismo a partir do dia 31 de julho, afirmou.
O Ministério do Planejamento afirmou que o governo aposta no entendimento e vem dialogando de forma permanente com os representantes dos servidores. Segundo o Planejamento, de março até o início deste mês já foram realizadas mais de 100 reuniões com entidades representativas dos servidores.
O ministério alega que tem prazo até 31 de agosto, quando a proposta orçamentária de 2013 será encaminhada ao Congresso Nacional, para concluir as negociações.






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