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jul 28

RICARDO NOBLAT – O Globo

  • 28 de julho de 2008
  • Notícias

“Hoje não adianta fazer varreduras. Estou convencido que o meu telefone é uma rádio comunitária”. (José Múcio, ministro)

A grampolândia

Anda com medo de estar grampeado? Tem razão de sobra. A grampolândia é aqui. Estima-se em pouco mais de um milhão o número de brasileiros grampeados legal ou ilegalmente. Mas o maior perigo não está no grampo – e sim no tradutor dele. O que pode mandá-lo para a cadeia não é o que você disse – mas o que o tradutor acha que você quis dizer.

Quer um exemplo? Relatórios sobre operações da Polícia Federal estão repletos deles. Fiquemos com o relatório que deu origem à prisão recente do banqueiro Daniel Dantas. Há, ali, a transcrição de uma mensagem que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) deixou na caixa postal de Carlos Rodenburg, um dos sócios de Dantas. Heráclito é amigo de fé, irmão camarada de Dantas e não faz segredo disso. A mensagem:

– Olha, Carlinhos, eu estou aqui com o Jobim. Nós estamos preocupados com a sua integridade, mas não falei com a sua segurança.

Jobim é Nelson, ministro da Defesa. O que sugere a tradução do grampo? Que de maneira cifrada Heráclito avisou a Rodenburg que discutira com Jobim sobre a integridade física dele. Na época, Rodenburg estava sendo monitorado por agentes da Polícia Federal. O que diz Heráclito em sua defesa?

– Rodenburg estava se separando da mulher. Encontrei o casal Jobim num coquetel oferecido na embaixada do Peru. Eles me perguntaram como estava Carlinhos. Na hora, fiz uma ligação para ele e em tom de brincadeira deixei a tal mensagem na caixa postal. Se tocasse a fita toda do grampo, eu apareceria dizendo: está todo mundo aqui com medo de a alemã lhe cortar o saco. A mulher de Carlinhos é descendente de alemães.

Só a Polícia Federal pode confirmar se Heráclito se referiu à “alemã” e ao eventual risco de Rodenburg acabar mutilado. Mas ela não costuma explicar grampos. Limita-se a pinçar trechos de conversas que lhe chamam a atenção. Promovidos a suspeitos, os grampeados que se expliquem. O ex-ministro José Dirceu de Oliveira, por exemplo, é personagem do relatório. E dessa vez o que ele aprontou?

A voz de Dirceu sequer foi captada nos grampos divulgados. Advogado de Dantas, o ex- deputado do PT Luiz Eduardo Greenhalg trata Dirceu como sujeito oculto em dois diálogos travados no dia nove de maio último – o primeiro com Evanise, namorada de Dirceu, que trabalha na Secretaria de Administração da Presidência da República (êpa!), o segundo com um tal de Wilian.

– Oi, Evanise, tudo bem? – pergunta Greenhalg.

– Oi. Seu amigo está chegando entre quatro e cinco horas.

– Tá – assente Greenhalg.

– Eu estou só esperando a resposta se é melhor fazer no hangar ou no hotel. Talvez no hangar fique melhor porque dali você já vai, né? – pergunta Evanise.

Horas depois, Wilian informa Greenhalg sobre o local do encontro com Dirceu.

– Ele está chegando agora às 16h30 lá no aeroporto.

– Lá no hangar da TAM? – pergunta Greenhalg.

– Isso. (…) Então a gente se encontra lá – acrescenta Wilian.

Sobre o que conversaram Greenhalg e Dirceu? O relatório não informa. Greenhalg é advogado do italiano Cesare Battisti, ex-ativista de extrema esquerda, condenado em seu país à prisão perpétua por quatro homicídios e outros crimes. Foragido há 26 anos, foi preso no Rio em 18 de março último. O governo italiano pediu sua extradição. Battisti escreveu uma carta a Dirceu, que a recebeu de Greenhalg no hangar da TAM do aeroporto de Brasília.

Na última quinta-feira, o ministro Tarso Genro, da Justiça, aconselhou aos brasileiros: “Nós estamos chegando num ponto em que temos que nos acostumar ao seguinte: falar no telefone com a presunção de que alguém está escutando”. Ok, combinado! No dia seguinte, o ministro José Múcio, das Relações Institucionais, ensinou como driblar tradutores de grampos: “É só ser responsável e não dizer coisas que gerem dupla interpretação”. Moleza…

Em tempo: Tarso faz questão de garantir que não vivemos em um Estado policial – ou sequer parecido com isso.

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