Em nota, informa que suspeito de coordenar escutas não é da agência
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) negou, em nota, que o ex-agente do Serviço Nacional de Inteligência (SNI) Francisco Ambrósio do Nascimento pertença aos seus quadros. Ele foi citado em reportagem da revista ‘IstoÉ’ como coordenador de operação da Abin que teria feito escutas telefônicas de autoridades, a pedido do delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que foi responsável pela Operação Satiagraha. Entre os que tiveram linhas grampeadas, estariam parlamentares, ministros e autoridades do Judiciário.
“Ex-servidor da Aeronáutica, Nascimento esteve no órgão que antecedeu à Abin, do qual se aposentou em 1998, portanto antes da criação da agência ( Lei nº 9.883, de 7 de dezembro de 1999). Desde que se aposentou, Nascimento não participou de qualquer atividade da Abin”, destaca a nota.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, não comentou a matéria da revista: “Esta é uma questão que vai ser resolvida pelo inquérito da Polícia Federal. É assunto exclusivamente para o inquérito. O ministro da Defesa não tem nada a dizer a respeito”, afirmou Jobim, em rápida entrevista coletiva, em Brasília, após a cerimônia de comemoração do Dia da Independência.
Questionado sobre o episódio do grampo e também das denúncias de que o comando da PF teria bloqueado recursos da Operação Satiagraha, repetiu: “Quem vai resolver isso é o inquérito. O assunto está encerrado”.






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