Em entrevista ao Correio Braziliense, o presidente do sindicato dos policiais federais no Distrito Federal, Luís Cláudio Avelar fala sobre os problemas que o atual modelo de persecução criminal traz para a sociedade.
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Policiais querem mudança
Com Guilherme Queiroz
denise.rothenburg@correioweb.com.br
No embalo da crise dos grampos clandestinos, vem por aí um movimento em larga escala dos Sindicados de Policiais Federais em prol de uma legislação que seja mais moderna no que tange a prazos de investigações criminais. “O grande problema da morosidade é a forma como o inquérito é conduzido e a enorme burocracia de seus atos. O melhor seria acabar com o inquérito que é apenas uma peça informativa para dizer o que a polícia fez. Isso pode ser feito por um relatório comum”, diz o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal, Luís Cláudio Avelar.
E, para demonstrar o que diz, Avelar lembra que 85% dos inquéritos são arquivados sem indicar autoria e materialidade, ou seja, quem praticou o crime e em que circunstâncias. “Sobram 15% e aí é bom lembrar que estão aqueles que, apesar de não arquivados, não foi oferecida denúncia ou o juiz não condenou, ou seja, os inquéritos hoje apresentam problemas”, comenta o agente Avelar. Na avaliação dele, os policiais devem se ater ao trabalho técnico de investigação. E é por aí que ele e seus colegas que defendem uma polícia moderna e bem equipada vão trabalhar no campo político.







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