
Na operação Satiagraha deflagrada no início do ano pela Polícia Federal, o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity e executivos do banco, além do megainvestidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta foram presos por haverem cometido crimes contra o sistema financeiros.
Desde julho ocorre um bombardeio de informações em todos os meios de comunicação sobre o desenrolar da operação Satiagraha e as conseqüências que ela vem trazendo para imagem agora desgastada da Polícia Federal.
O desenrolar da ação comandada pelo Delegado Protógenes Queiroz culminou no seu afastamento do caso. A saída do Delegado foi cercada de mistérios, e de histórias mal contadas, mas uma coisa é certa, os principais motivos para seu afastamento, segundo conversas gravadas num encontro com a cúpula da PF, foram entre diversas irregularidades, escutas ilegais em gabinetes do executivo, legislativo e judiciário, vazamento de informações sigilosas e divulgação da operação em uma emissora antes mesmo dela ser executada.
A questão das possíveis escutas telefônicas ilegais praticadas no gabinete do Presidente do Supremo foram justificadas em uma gravação da conversa entre Protógenes e a cúpula da PF. Apesar de negar o grampo
Mais tarde ficou constatado que os grampos ilegais praticados pela PF contaram com o apoio da ABIN. O caso tomou proporções imensas, a crise foi instaurada na Agência, o que acabou ocasionando o afastamento do seu Diretor Geral, Paulo Lacerda, delegado da Polícia Federal aposentado.
Os acontecimentos desse período trouxeram conseqüências graves para o trabalho policial. O Presidente do Supremo entendeu que houve abuso, por parte da polícia quando algemou o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, permitindo inclusive que as imagens fossem divulgadas pela televisão. Por iniciativa de Mendes, o STF publicou a súmula vinculante número 11, que restringe o uso das algemas a apenas casos excepcionais. Até hoje os sindicatos tentam barrar essa determinação, pois entendem que a algema é uma peça fundamental para o trabalho policial.
Outro ponto polêmico que deve ser destacado nessa história é o vazamento de informações sobre a prisão do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta por parte do Delegado Protógenes para a Rede Globo, o que teria sido um outro forte motivo para seu afastamento do caso.
Os capítulos dessa história ainda estão sendo escritos, mas até agora a verdade não foi encontrada. A única coisa que se sabe é que a Polícia Federal está dividida e não só por esse fato específico, mas sim por diversos outros pontos que se divergem entre as categorias dentro da PF. As raízes dos problemas vão muito além de casos como esse. A principal questão hoje que precisa ser resolvida com urgência é a estruturação da carreira policial, o que tornaria a Polícia Federal em um órgão democrático, transparente, justo e mais eficiente.
Os Policiais Federais de verdade apontam como fatores principais para a degeneração do órgão a falta de experiência dos chefes que na maioria dos casos comandam as investigações sem se quer haverem investigado e a permissividade do uso político da polícia Federal o que leva a discussão do tema: POLÍCIA DE ESTADO OU POLÍCIA DO GOVERNO.






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