Na manhã ontem, 29/10, Policiais Federais se reuniram mais uma vez em frente ao Ministério da Justiça para um ato de paralisação nacional, que teve como pauta ÚNICA o reenquadramento. Os policiais continuam insatisfeitos pelo não cumprimento da promessa da retificação do ato de nomeação dos policias de 3ª Classe.

Flávio Werneck, Diretor Jurídico do Sindipol/DF, fez um balanço sobre a porcentagem salarial da carreira nos últimos tempos. “A Polícia Federal foi a mais desvalorizada em relação aos outros órgãos, uma desvalorização de 120%. A polícia civil já foi reenquadrada e recebe subsídio do Governo”. Relembrou ainda, que o chefe de Gabinete do Ministro, Ronaldo Teixeira da Silva, no movimento realizado no dia 30/09, conversou com os policiais mobilizados, mas que até agora nada que foi prometido foi cumprido.

Segundo o Presidente do Sindipol/DF, Cláudio Avelar o sindicato é motivado pela base, e que o Governo ainda não resolveu a questão do reenquadramento porque quis, e os responsáveis pela mudança são os próprios policiais federais.
A base de Brasília recebeu o apoio de sindicatos de outros estados, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Amapá. Estivaram também representes o Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) Moysés Leme e o Deputado Federal Paulo Pimenta.

Em regime de votação, foi decidido pela categoria aderir ao movimento durante todo o dia. Na parte da tarde, os policiais federais se concentraram no aeroporto Juscelino Kubitschek fizeram uma operação padrão e distribuíram folhetos para esclarecer a população sobre a insatisfação da categoria, sem causar grandes transtornos.

“A operação não é deixar de trabalhar, pelo contrário é trabalhar com padrão de qualidade, assim com deveria ser feito todos os dias, o que não acontece pela falta de estrutura e pessoal”, ressaltou Avelar.
Autoridades que passaram durante a operação prometeram apoiar a base no que diz respeito ao reenquadramento.

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