THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online
Os membros da CPI dos Grampos que estiveram
Após a negativa inicial, os deputados entregaram um requerimento por escrito a De Sanctis, formalizando o pedido de obter as informações da Satigraha. “Infelizmente ele não quer contribuir com a CPI, não quer contribuir com a nação”, afirmou o deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), que disse esperar uma resposta negativa do juiz também para o requerimento.
07.ago.08/Folha Imagem

Marcelo Itagiba (foto), presidente da CPI dos Grampos, esteve
O presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), negou que esteja pressionando De Sanctis a revelar as informações. “Ao invés de convocarmos as autoridades judiciárias para comparecerem a comissão, o que poderíamos ter feito, viemos aqui numa deferência e com o reconhecimento do respeito que todos nós temos pela Justiça do país”, afirmou Itagiba.
A tentativa dos deputados de obter dados da Operação Chacal também foi frustrada, uma vez que o processo foi remetido para a Justiça Estadual e o juiz da 5ª Vara, Luiz Renato Alves Pacheco de Oliveira, não possui detalhes do processo. Segundo Itagiba, no entanto, o juiz se comprometeu a reunir os dados que foram enviados e remetê-los aos parlamentares.
Compartilhamento
A viagem dos seis membros da CPI dos Grampos a São Paulo só não foi frustrada por conta do juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara, que entregou a eles o que faltava do inquérito sobre supostos abusos cometidos durante a Operação Satiagraha. O juiz também colocou à disposição dos parlamentares um funcionário do seu gabinete para auxiliá-los na análise do conteúdo do inquérito.
“Não queremos acesso a dados bancários ou fiscais, queremos acesso ao que diz respeito ao foco da CPI, que são interceptações ilegais ou clandestinas”, disse o relator da CPI, Nelson Pellegrino (PT-BA).
Segundo Pellegrino, De Sanctis não precisa quebrar o sigilo das investigações para colaborar com a CPI. “O que é sigiloso poderá ser compartilhado com a CPI assim como fez o juiz Ali Mazloum, que suspendeu o sigilo do inquérito e as mídias que estão sobre segredo de Justiça ele encaminhou à CPI compartilhando esse sigilo”, afirmou.
De acordo com os deputados, De Sanctis deve responder ao requerimento em até 48 horas.






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