Uma reportagem da revista Carta Capital deste fim de semana afirma que a corregedoria-geral da Polícia Federal arquivou, no dia 29 de janeiro, um processo de tortura supostamente praticada pelo diretor-geral da instituição, Luiz Fernando Corrêa. A publicação afirma que teve acesso aos dados por meio do advogado da mulher que teria sido torturada, a empregada doméstica Ivone da Cruz.
Segundo a revista, Corrêa era acusado de deter irregularmente e torturar Ivone, com chutes, socos e eletrochoques em 21 de março de 2001,
Ivone tinha 39 anos na época e trabalhava na casa de uma mulher identificada como Ocacilda, avó da mulher do delegado, Rejane Bergonsi. A suposta vítima foi apontada como suspeita de cumplicidade com assaltantes que invadiram a casa de Ocacilda.
Apesar de não ser competência da PF, Corrêa teria entrado nas investigações do caso. Ela teria sido levada para a superintendência da instituição
À Carta Capital, a PF afirmou que não poderia fornecer a sindicância sobre a acusação de tortura. O diretor-geral da PF alegou, segundo a revista, que entrou no caso porque, ao tomar conhecimento do assalto, soube que a Polícia Civil tinha outras prioridades.
A corregedoria afirmou que o arquivamento da investigação foi feito após a Justiça Federal decidir não dar continuidade ao processo. Informado sobre as acusações, o ministro da Justiça, Tarso Genro, disse à revista, por meio de sua assessoria, que confia nas decisões judiciais.






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