O juiz Fausto Martin de Sanctis, da 6aVara Criminal Federal de São Paulo, abriu ontem novo processo contra três executivos da construtora Camargo Correa por suposta lavagem de dinheiro em crimes contra o sistema financeiro nacional, mas afirmou que não há como comprovar que o dinheiro tenha relação com o pagamento de propinas em obras públicas. Os réus são Pietro Francesco Bianchi, Dárcio Brunato e Fernando Dias Gomes. As propinas são o foco da Operação Castelo de Areia, deflagrada no final de 2008 pela Polícia Federal, pela Receita e pelo Ministério Público Federal.
Segundo o juiz, os documentos apresentados na investigação “ainda não se mostram, por si só, aptos para respaldar a imputação” (de lavagem de dinheiro da administração pública). De Sanctis afirmou que, “por ora”, não caberia receber a denúncia por esse crime.
Os três executivos da Camargo Correa, assim como outros diretores e alguns doleiros, já respondem a processo na Justiça Federal, desde junho de 2009, como resultado da Castelo de Areia. De Sanctis aceitou a denúncia do Ministério Público, que apontou que os acusados movimentaram cerca de US$ 30 milhões de forma ilegal nos últimos anos. No primeiro processo, as denúncias do MPF contra Bianchi, Brunato e Gomes são de lavagem de dinheiro decorrente de formação de quadrilha e crime contra o sistema financeiro nacional.






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