A FAB enviou para Porto Príncipe, capital do Haiti e cidade mais devastada pelo terremoto de 7 graus de magnitude de terça-feira, o seu Hospital de Campanha (HCAMP) para auxiliar no atendimento aos feridos. A FAB afirma, em comunicado, que ao menos três hospitais da cidade foram destruídos no terremoto, que pode ter deixado milhares de vítimas.
O Haiti precisa urgentemente de equipes de resgate, artigos médicos e alimentos. A Cruz Vermelha Americana anunciou estar sem suprimentos médicos, e a primeira-dama, Elisabeth Préval, confirmou que o principal hospital da capital desabou. Diversos países estão enviando ajuda, dos quais Itália, Bélgica e Rússia incluíram hospitais de campanha. O HCAMP é um hospital móvel, utilizado para curto período de internação e destinado a atender feridos em combate. Ele é composto de barracas climatizadas e que podem ser montadas em diversas configurações, dependendo da necessidade. No Haiti, a unidade estará em sua configuração completa, com módulos adicionais para internações de curto período, além dos que servem ao atendimento ambulatorial. O HCAMP atenderá assim urgências e emergências, incluindo cirurgias e atendimento a pacientes graves. Segundo o Diretor de Saúde da FAB, major brigadeiro José Antônio Monteiro, estão sendo enviados 46 militares da área de saúde, entre médicos e enfermeiros, além de equipamentos para centro cirúrgico, unidade de terapia intensiva (UTI), raio-X, laboratório e módulos para atendimento ambulatorial. A equipe, segundo comunicado, é formada por profissionais que trabalharam em operações semelhantes nos anos 80, no próprio Haiti e em El Salvador.
Terremoto no Haiti foi 35 vezes mais potente que bomba atômica de Hiroshima
O terremoto de 7 graus de magnitude que sacudiu o Haiti na terça-feira foi 35 vezes mais potente que a bomba atômica lançada em Hiroshima (Japão) no final da Segunda Guerra Mundial.
A afirmação foi feita por Roger Searle, professor de geofísica na Universidade de Durham (Reino Unido), que comparou também a energia liberada pelo terremoto no país caribenho com a explosão de meio milhão de toneladas de TNT. Searle assinalou que, apesar da magnitude deste tremor, “a energia liberada foi apenas uma centésima parte da lançada pelo terremoto que castigou Banda Aceh (Indonésia) em 2004”. O geofísico disse que, “embora não seja possível prever quando acontecerá um terremoto, é possível saber onde vai acontecer, já que a maioria acontece nos limites entre placas tectônicas”.






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