Veruchka Fabre
O Sindipol/DF realizou, ontem à tarde, a Conferência Livre, debatendo a segurança pública. O evento é realizado em todos os estados da Federação. Estiveram presentes trabalhadores da segurança pública, como policiais federais, militares, civis, rodoviários e o corpo de bombeiros, assim como organizações da sociedade civil. O evento antecede a I Conferência Nacional de Segurança Pública (Conseg).
O governo federal tomou a iniciativa de realizar a Conseg no intuito de que as entidades, juntamente com a sociedade, colaborem para solucionar a questão da segurança pública no país. A Conferência Livre tem o objetivo de debater e posteriormente contribuir para a etapa nacional, quando será elaborado um documento contendo o mapeamento das reais necessidades de segurança no país.
Cláudio Avelar, presidente do Sindipol/DF, disse que a Conferência Livre vai atender a Conferência Nacional e vai aglutinar questões que vão poder mudar a segurança no país. “Hoje, não podemos dizer que existe segurança nacional; o que temos é insegurança. Vamos propor diretrizes que irão nortear a segurança pública. Daqui, sairá um relatório que vai subsidiar a Conferência Nacional”, destacou.
Segundo ele, a segurança pública sempre foi confundida com a polícia. “Isso é errado. A polícia só começa a agir depois que aparecem os problemas. A falha na segurança pública é ocasionada por vários fatores, como família, escola, igrejas, educação e política. Precisamos de prevenção e a polícia não faz isso. O estado é que tem de promover as políticas públicas para a segurança”, afirmou.
Avelar afirma que somente com políticas públicas e leis é que irão atender as reais necessidades da sociedade. “Isso pode até ser um sonho, mas quando isso acontecer as coisas vão melhorar. E essa conferência criada pelo governo o obriga a implementar o que for decidido. Isso já é um grande passo”, disse.
A segurança pública é fundamental para promover as mudanças necessárias à concretização da cidadania no Brasil. Hoje, a taxa de homicídio é de 48 mil morte por ano. O Brasil detém um dos maiores índices do planeta em assassinatos. Crimes contra o patrimônio tiveram, nos últimos cinco anos, crescimento de 23%.






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