O Sistema Penitenciário Federal do Ministério da Justiça oferece mais uma oportunidade de ensino aos internos da unidade de Campo Grande (MS). Em parceria com a Secretaria de Educação do estado, o Departamento Penitenciário Nacional aplicou nesta semana uma prova de classificação para avaliar o conhecimento dos 153 presos que estão sob custódia do Governo Federal. O objetivo é inseri-los em projetos educacionais da unidade.
A Penitenciária Federal de Campo Grande oferece, desde 2007, alfabetização e as 2ª e 3ª fases de Educação para Jovens e Adulto (EJA). A meta para 2010 é incluir no projeto a 4ª e 5ª fases, ampliando o número de internos beneficiados.
O projeto educacional da penitenciária é desenvolvido pela Escola Regina Lúcia Anffe Nunes Betine e conta atualmente com dois professores, que ministram aulas de português, matemática, geografia, história e ciências. Com a ampliação das séries, aumentarão as disciplinas e número de professores.
Para o diretor da unidade, Washington Clark, a oferta de ensino na prisão é uma perspectiva de reinserção social do interno. “A educação é uma ferramenta fundamental neste processo e a ampliação da oferta de Assistência Educacional é um dos desafios da atual gestão no âmbito do tratamento penitenciário”.
Dados da Divisão de Reabilitação da penitenciária demonstram que, em 2009, os internos retiraram da biblioteca uma média de aproximadamente 10.200. Para a coordenadora do setor Marley Jara Ferreira dos Santos, este número é positivo considerando que muitos internos não concluíram o primeiro grau completo.
Segurança
Em funcionamento desde 2006, a Penitenciária Federal de Catanduvas foi a primeira de cinco estabelecimentos penais federais de segurança máxima construídos pelo Ministério da Justiça. Além de Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO) e Mossoró (RN) também contam com presídios federais. Em breve, será erguida a quinta unidade penal federal em Brasília (DF), cuja licitação será aberta neste primeiro semestre.
Toda infra-estrutura das unidades federais foi pensada para que rebeliões, tentativas de fuga e de resgate sejam descartadas. Cada unidade tem 12,7 mil metros quadrados de área construída com arquitetura prisional diferenciada. Capacidade para 208 presos em celas individuais, divididas em quatro vivências (pavilhões). Cada penitenciária federal também possui 12 celas de isolamento para presos que cumprem o RDD.
Os presídios são monitorados 24 horas por mais de 200 câmeras de vídeo, que enviam imagens em tempo real para duas centrais de monitoramento: na própria unidade e no setor de inteligência penitenciária do Depen, em Brasília.






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