Protesto, de uma hora, é pela reclassificação salarial; aeroportos podem ser prejudicados
Os sindicatos de delegados, peritos, agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia federal ameaçam suspender suas atividades hoje, das 9h às 10h, num protesto pela reclassificação salarial de aproximadamente quatro mil policiais.
A paralisação pode atingir os serviços de fiscalização da Polícia nos aeroportos e a emissão de passaportes, entre outras atividades. A reclassificação implicaria o reajuste de aproximadamente 15% no valor dos salários dos policiais.
— Claro que teremos que cumprir alguns serviços básicos e emergenciais. Mas acredito que, mesmo assim, vamos ter a redução de serviços nos aeroportos — afirmou o vicepresidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Hélio Buchmüller.
Os protestos estão sendo organizados por todas as categorias da PF, mas com estratégias diferentes. Os peritos planejam estender a paralisação por todo o dia. A Associação Nacional dos Delegados entende que, por enquanto, basta a suspensão das atividades e uma manifestação de uma hora em frente ao prédio sede da PF, em Brasília.
Os policiais reivindicam a reclassificação da terceira para a segunda classe. Eles alegam que, quando foram aprovados em concurso em 2004, não existia a terceira classe na PF. A nova estrutura foi criada em 2005, pouco antes da posse. Pelo menos quatro mil dos 11 mil policiais federais seriam beneficiados. Com a mudança de faixa, o salário de delegados e peritos em início de carreira aumentaria de cerca de R$ 13 mil para R$ 14 mil






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