CLAUDIA ANDRADE
A defesa do governador afastado do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (sem partido), afirmou nesta quinta-feira que o político não voltará a comandar o governo do DF mesmo que obtenha a liberdade. Ele continuará licenciado até a conlusão das investigações do suposto esquema de pagamento de propina do qual é acusado de envolvimento.
Arruda está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília desde do dia 11 de fevereiro, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decretou sua prisão com base em denúncia de corrupção de testemunha. Desde que se afastou, foi substituído pelo então vice-governandor, Paulo Octávio (sem partido), que renunciou do cargo na última terça-feira. O atual governador em exercício é Wilson Lima (PR), antes presidente da Câmara Legislativa do DF.
Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”.
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.






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