O juiz Fábio Uchôa Montenegro, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decretou a prisão do empresário Pedro Maia Schimitt, 33 anos, organizador da festa em que foi morto o agente federal Humberto José Figueira Barrense, na Marina da Glória, no último dia 14. O juiz, que recebeu a denúncia contra quatro pessoas suspeitas de envolvimento no crime, negou liberdade ao policial federal Leonardo Schimitt, 26 anos, suposto autor dos disparos.
Os dois são acusados pela prática de homicídio qualificado por motivo fútil. Também foram denunciados pelo MP o técnico em informática Israel Costa Chaves, 31 anos, e Ana Cristina da Costa, 38 anos, responsável pelo evento. A pedido de Ana, Israel teria apagado do sistema de informática as imagens do crime registradas pelo circuito de segurança. Eles são acusados de fraude processual.
Em sua decisão, o juiz Fábio Uchôa afirmou que o crime imputado aos réus mostra-se “pernicioso à sociedade, de extrema gravidade, tendo causado grande repercussão social”, principalmente por ser Leonardo policial federal. “A prisão preventiva de Leonardo e Pedro é conveniente à instrução criminal, pois além trazer maior segurança às testemunhas dos fatos, há notícia nos autos de que pessoas ligadas a eles procuraram apagar as imagens de vídeo da cena do crime, interferindo na produção da prova”.






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