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mar 12

TABELA SALARIAL, LEI ORGÂNICA – VERDADES E MENTIRAS PARTE 2

  • 12 de março de 2010
  • Notícias

Não me surpreendo por estar sendo acusado pela ADPF e agora pela APCF de desagregador. É assim mesmo e já faz muito tempo que não mais aceitamos em nosso círculo essas coisas de sempre, oportunistas que tiram proveito das situações piores e buscam às custas do trabalho alheio a auto promoção.

O que é desagregar?

Os humildes subalternos desagregam a manutenção da hierarquia salarial?

Os trabalhadores da segurança Pública desagregam quando mostram garra e não se curvam aos chefetes?

Somos desagregadores por querer melhorar o rendimento dos agentes, escrivães e papiloscopistas?

Até quando vamos aturar que esses pobres de espírito se infiltrem no movimento sindical disfarçados de cordeiros, porém querendo devorar até nossa alma?

Me surpreendo sempre que vejo alguém que se diz representante ou sindicalista, propondo União entre todas as classes, pois no DPF isso é conversa de pelego e subservientes que pensam primeiro em agradar os chefes para depois pensar na categoria.

Quando comecei a negociar e participar de reuniões com o Sindicato de Policiais Civis, cheguei a pensar que na PCDF a situação era diferente. Senti até uma pontinha de inveja, pois me fizeram pensar que naquela Instituição realmente havia harmonia. Porém quando percebi que não era bem assim, fiquei surpreso, pois fora do sindicato os amigos e colegas da Polícia Civil me diziam coisas completamente diferentes e inclusive em várias oportunidades me disseram que não conheciam nossos argumentos, mas que pensavam que estaríamos rejeitando uma Tabela brilhante.

Triste engano, pois apenas propusemos que seguindo a promessa do Ministro Tarso Genro feita aos policiais federais, trabalharíamos pela mudança de paradigma de dominação funcional baseada em superioridade salarial. Uma coisa nada deveria ter com outra, pois penso que na PCDF também deveria haver uma carreira de verdade e que os melhores policiais comandassem de fato e de direito as investigações.

Não podemos esquecer que existem delegados competentes, mas e os demais? Será que ninguém mais presta? Será que os agentes, escrivães e papiloscopistas não devem procurar melhorar, mas tão somente se submeter aos chefes, sendo induzidos para isso por seus representantes?

No movimento sindical da PF tentamos representar os policiais de verdade e faremos isso sempre que for possível e tenho certeza que os colegas da PCDF também merecem reconhecimento, mesmo que seus representantes só falem em dinheiro, aqui falamos também de atribuições de nível superior e principalmente de dignidade.

Não desejava polemizar, mas fui obrigado a me manifestar quando alguém que oficialmente não se manifestou, apenas assinou colando a representatividade de quem possui nome próprio, pagou matéria se intitulando representante dos policiais federais, porém sem consultar os sindicatos e Fenapef que já se posicionaram a favor de que os policiais federais de classe especial deveriam pelo menos receber tal qual o delegado  e perito de segunda classe e de forma proporcional às demais classes.

Os delegados e peritos não concordarem eu até previa, mas um sindicato que representa uma grande maioria e que merece justa representação e contrapartida, optar por diminuir uma conquista política, apresentando uma tabela que o Governo não reconheceu, mas que é usada em palanques para justificar um mandato, me surpreende.

Então que sigam seus caminhos e nos deixem em paz, pois essa subserviência não pega para os federais. A sociedade merece policiais motivados e bem remunerados e fazer movimentos paredistas com promessas políticas apenas para aparecer na mídia só desgasta  e dificulta. Agradecemos os convites que recebemos para participar de reuniões e assembléias e sempre comparecemos, porém sempre deixamos claro que não concordávamos com suas propostas e que nosso caminho buscava melhorias acentuadas, além de sempre querer marcar espaço conquistando atribuições para os “canas”.

Aliás, onde estavam os delegados e peritos federais durante suas greves? Apoiaram, atiçaram, mas não aderiram como sempre. Sempre fizeram isso com a gente. Não é revanchismo; é história. Por que também não entraram em greve?

Tempos atrás também acreditamos, mas agora não iludem mais. Façam nova greve e chamem os deltas federais. Pago pra ver a adesão.

Por fim, parabenizo o espírito aguerrido do policial civil que se incorpora e participa, mesmo sem todas as informações. Nós também já fomos assim, mas agora somente fazemos pelo coletivo e muito bem embasados.

Espero com essa nota evitar a proliferação da confusão, pois estamos apenas reagindo às atitudes, primeiro ao usarem nosso nome e agora com as ofensas por defender a verdade e a categoria federal.

Ninguém acha estranho que apenas uma parte e que é minoria se junte ao Sinpol/DF nessa luta e que por acaso é a classe dos chefes e dos que são melhor remunerados? Esse modelo sindical tem nome e não é a primeira vez que acontece.

A propósito, antes de escrever a primeira linha, buscamos o dialogo, solicitando ao vice presidente do Sinpol/DF que viesse a público com a verdade dos fatos. E com a identificação clara das entidades. Apesar do apelo não fomo atendidos e apenas somos mais uma vez acusados de incompetentes.

Nas acusações que provavelmente ensejarão mais uma ação de danos morais falam de coragem e estratégia. Realmente é preciso muita coragem, mas no quesito estratégia, ainda não entendi, além do que foi comentado pela mídia de modo geral, pelo momento de crise que se instalava no GDF.

                                                                       SINDIPOL/DF

Nota ADPF

Nota APCF

Conheça o pensamento de mais um delegado.Pelo menos ele publicamente discorda da PEC 549 que carregava a promessa do provimento derivado.

Foi com imensa tristeza que li a notícia veiculada no site deste sindicato, intitulada “TABELA SALARIAL, LEI ORGÂNICA – VERDADES E MENTIRAS”

Lamentável a mentalidade do autor do texto. Gostaria de dizer ao mesmo que os Delegados são Superiores sim aos demais servidores da carreira policial. Superior não quer dizer “melhor”, mas sim aquele que dirige, coordena, e determina. Na estrutura da polícia brasileira os DELEGADOS são a maior autoridade e assim sempre serão. Se isso te faz sofrer tanto, basta inscrever para o próximo concurso público de Delegado de Polícia e assim realizar seu sonho. A maior aberração jurídica já vista é a que prevê o provimento derivado, ou seja, agentes jamais poderiam se tornar delegados sem o necessário concurso público.

Reflita melhor antes de escrever textos sem fundamentos!

Luiz Gustavo – Delegado de Polícia.

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