Luísa Medeiros e Noelle Oliveira
O deputado Chico Leite (PT), relator do processo de impeachment do governador afastado e preso José Roberto Arruda na Câmara Legislativa e do pedido de autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para processá-lo criminalmente, defende que as investigações na Casa continuem até o julgamento de um eventual recurso contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral. “É um momento de cautela e responsabilidade. Pode ser que alguns políticos queiram antecipar o fim do desgaste político (de Arruda). Mas a sociedade deseja que ele responda pelos crimes eleitoral, comum e o de responsabilidade”, analisou.
Segundo o relator seria “leviandade e ingenuidade” arquivar os processos pendentes contra Arruda antes de esperar os desdobramentos do julgamento do tribunal. Leite pedirá ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Cristiano Araújo (PTB), que aguarde o eventual recurso da defesa do governador cassado ser analisado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto o julgamento corria no TRE, a equipe de advogados de Arruda e a primeira-dama Flávia se reuniram na Superintendência Regional da Polícia Federal.
O grupo permaneceu reunido com Arruda por cerca de duas horas até que a também advogada de defesa, Luciana Lóssio, responsável pela situação eleitoral do governador afastado, chegou à PF já com o resultado da cassação. Para Luciana, Arruda não vai perder as prerrogativas de governador antes da decisão final do TSE e, por isso, não será transferido da Polícia Federal para a Papuda. “As coisas não são levadas tão a toque de caixa. Essa mudança não será imediata dessa forma, a Câmara Legislativa ainda vai analisar tudo isso”, avaliou.






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