O Brasil pretende criar uma força-tarefa internacional para combate ao crime organizado na região do Atlântico Sul. Representantes e equipamentos de todos os órgãos civis e militares do país que auxiliam nesse combate seriam reunidos num único local.
Membros de órgãos internacionais que também trabalham no assunto seriam convidados a participar.
A ideia surgiu na Polícia Federal (PF) como complemento à Operação Sentinela, que pretende aumentar o controle das fronteiras. Em janeiro, houve uma reunião entre a PF e a Marinha, que aceitou compartilhar uma de suas bases para abrigar o órgão. A ideia é que a sede do novo organismo seja no Rio, mas não há ainda prazo nem custos para a implantação.
A base brasileira seguiria o modelo de outras duas bases já existentes no mundo, em Key West (EUA) e Lisboa. Elas são comandadas pelos países-sede e contam com profissionais de órgãos de combate ao crime de todo o mundo. O Brasil já tem representação na base americana e terá em breve na europeia.
País busca experiência com autoridades americanas
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, disse que recebeu no Brasil há duas semanas o comandante da Base de Key West, o almirante Daniel Lloyd, da Guarda Costeira Americana. Nesta semana, o tenente-brigadeiro Douglas Frasier, chefe do Comando Sul dos EUA, órgão da Secretaria de Defesa americana responsável pela América Latina, também falou com o brasileiro.
Segundo Correa, os contatos com as autoridades americanas são para adquirir experiência para a implantação do projeto.
– Estamos reproduzindo um modelo que se espalha pelo mundo, que são forças-tarefas internacionais no combate ao crime que é hoje internacional. A base será brasileira, com comando brasileiro, em cooperação com agências de combate ao crime do mundo todo – diz.
O que fazem
– O trabalho das bases, basicamente, é monitorar os fluxos de tráfego aéreo, marítimo e financeiro entre os continentes, com o objetivo de descobrir quadrilhas atuando nos diversos tipos de crime (terrorismo, tráfico etc).
– As bases utilizam informações de órgãos como Receita, Marinha e controle aéreo dos países.






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