Hermano Freitas
A Justiça Federal ouviu entre as 13h20 e as 14h35 o diretor geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, no processo que investiga o delegado afastado Protógenes Queiroz pelo suposto vazamento de informações sigilosas da Operação Satiagraha. Também nesta tarde o juiz Ali Mazlum aprecia a possibilidade de colocar o banqueiro Daniel Dantas como parte da acusação no processo, que além de Queiroz, tem como réu o agente Amadeu Bellomusto.
O delegado Protógenes afirmou que está tranquilo para o interrogatório que deve suceder o depoimento do titular da PF. Segundo ele, o testemunho deve acompanhar o de diretores mais antigos da corporação e “enfraquecer as provas que já são frágeis”. As declarações de Queiroz foram dadas no início desta tarde desta segunda-feira, na porta da Justiça Federal.
O delegado classificou como uma “total irregularidade” a possibilidade de que o dono do banco Opportunity faça parte da acusação junto como Ministério Público na ação penal que tem ele como réu. “São os acusados que eu prendi no passado”, disse Protógenes, em referência a Dantas e também a Humberto Braz. A audiência deve se prolongar pela tarde inteira e está decretado o sigilo do processo.
Operação Satiagraha
A Operação Satiagraha, deflagrada no dia 8 de julho de 2008, foi comandada por Protógenes Queiroz, reuniu quase 300 agentes da Polícia Federal e prendeu, além de Dantas, o empresário Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. Durante a Satiagraha, Dantas chegou a ter sua prisão decretada por duas vezes e foi levado à carceragem da PF. Dois habeas-corpus concedidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, durante o recesso do Poder Judiciário, no entanto, o colocaram em liberdade.






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