A Polícia Federal (PF) fez buscas e recolheu dinheiro na casa da promotora de Justiça Deborah Guerner, nesta segunda-feira, em Brasília, em cumprimento a um dos dez mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1º Região. A PF informou que a determinação é um “desdobramento do inquérito Caixa de Pandora”, que investiga o suposto esquema de distribuição de propina no governo do Distrito Federal, o Mensalão do DEM. Segundo denúncia do ex-secretário de relações institucionais do DF e delator do esquema, Durval Barbosa, a promotora e o procurador-geral do Distrito Federal, Leonardo Bandarra, receberam propina para prorrogar contratos, sem licitação, com empresas de coleta de lixo.
Outro mandado ocorreu na Caenge, empresa de engenharia especializada também em tratamento de lixo. A Caenge é uma das sócias da Valor Ambiental, que, desde 2007, presta serviços de coleta de lixo e varrição para o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do DF. Na época, a empresa venceu uma licitação, mas as concorrentes entraram com recurso e ganharam liminares na Justiça suspendendo a contratação de forma legal. Mesmo assim, o SLU firmou contratos emergenciais com a empresa. Em três anos, a Valor Ambiental e a Caenge receberam, pelo menos, R$ 74 milhões do governo.






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