Tuma Jr. afirma que fatos no inquérito sofreram distorções. Demissão ocorre após secretário voltar de férias de 30 dias.
As investigações da Polícia Federal (PF) que revelaram suposto envolvimento do ex-secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, com a máfia do contrabando de produtos falsificados, comandada pelo chinês Paulo Li, acabaram também derrubando Luciano Pestana Barbosa, diretor do Departamento de Estrangeiros da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça. A exoneração de Barbosa foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (15), junto com a de Romeu Tuma Júnior.
Pestana também foi flagrado em conversas telefônicas e e-mails atendendo a pedidos de Tuma Júnior, conforme indicaram as investigações. Em um deles, Pestana soluciona uma demanda do chinês Paulo Li e comemora a decisão. Por ocupar a diretoria do Departamento de Estrangeiros, era Pestana quem decidia sobre pedidos de regularização de imigrantes ilegais no País.
Defesa
Tuma Jr. disse que “a verdade virá à tona” e que a sua demissão foi resultado das ações do crime organizado e de pessoas interessadas em prejudicar o seu pai, o senador Romeu Tuma (PTB-SP).
“Acho que fui vítima de uma covardia política. Minha exoneração foi política e contra isso não tenho como me defender. Acho que a verdade vai vir à tona”, afirmou Tuma Jr. ao G1 em uma conversa de 20 minutos em seu gabinete.
“Não há um fato que lá esteja [no inquérito] e que não esteja distorcido”, afirmou.






Comments are closed.