Caríssimos sindicalizados,
O pretexto desse texto é traduzir em palavras o sentimento de quem esteve à frente do sindicato por dois mandatos, o primeiro formando uma chapa de protesto e oposição e o segundo, reeleito sem oponentes, em chapa única. Dedicamos essas linhas aos sindicalizados que nos apoiaram a chegar até aqui, apesar das dificuldades, nesse momento que deixamos o Sindipol/DF, torcendo que nosso sucessor consiga fazer o que faltou.
Quando foi dado início ao processo eleitoral do sindicato de Brasília, prometi que não iria me manifestar diretamente apesar de fazer parte do grupo que tenho certeza, reúne as melhores condições para dar continuidade ao trabalho difícil que compões o dia a dia do movimento sindical.
Acreditei, apesar do desespero de alguns componentes da chapa 2, que o bom nível fosse mantido. Mais uma vez me enganei, pois as práticas eleitoreiras de costume foram levadas a um momento insustentável, baseando uma suposta campanha em críticas, ofensas e mentiras, buscando dar sustentação a um projeto que na verdade não existia a não ser o de ocupar uma cadeira, talvez para achar um lugar, pois penso que já não se satisfaçam apenas em plantões do tipo 24 x 72 horas.
Gostaria de conhecer propostas que se sustentassem em uma história de vida funcional e principalmente profissional, mas também não aconteceu. Todos sabem que aqueles que não possuem histórias boas para contar, acabam se limitando a falar mal do trabalho dos outros, pois de si não vejo o que poderiam falar a não ser a rotina das folgas de serviço ou as campanhas derrotadas no passado.
Reconheço que o sindicato de Brasília, assim como os demais, além da Fenapef, que na verdade é o único e legítimo representante da categoria para desenvolver os pleitos relacionados à carreira e salário, não conseguiram finalizar uma série de demandas, mas culpar apenas o Sindipol /DF, já é demais – É PURA POLÍTICA ELEITOREIRA.
Se durante uma simples campanha já usaram dessas práticas, imagino como teria sido, caso assumissem a diretoria…Essas práticas sujas não cabem aos policiais federais. Exigem o reconhecimento do nível superior, mas agiram sem nível algum. Conversa Fiada. A história se repete e quem faz campanha atacando e falando mal, sem fazer propostas concretas, sempre perde.
Alguns reclamam que os advogados falharam, então processem o responsável, pois pelo que me lembro antes de chegarmos nada existia no quesito assistência jurídica, pelo contrário. Hoje funciona um sistema gratuito, com aproximadamente 5.000 atendimentos, coisa que no passado pareceria um sonho irreal. Só se lembram das derrotas, mas e as vitórias ninguém fala nada?
Quando chegamos ao sindicato, pelo que sei, nunca houve chance para resolver os problemas jurídicos dos colegas. O que existia era uma espécie de “balança” que apenas atendia os amigos e os que não faziam parte do grupo que se virassem. Agora todos possuem os mesmos direitos. Hoje os sindicalizados recebem assistência jurídica gratuita (sem honorários) em todo o território nacional e até para casos particulares. Tá ruim? Então digam o que existia antigamente. Como era antes? O que tinha além de pão e carne moída??? BALELA!!!
O tão esperado aumento salarial ainda não foi concedido, pergunto qual foi sua participação e apoio, tanto nas assembléias quanto nas demais mobilizações e para os que realmente fizeram sua parte, agradeço, mas insisto que se todos participassem, mostraríamos mais força e arrisco afirmar que poderíamos já ter conseguido. Lembro ainda dos vibrantes e entusiasmados, que eu era obrigado, com o peito apertado, a tentar esfriar e mostrar que greve com pouca participação não funciona e operação padrão no aeroporto sem planejamento e contingente é arriscado demais.
Essa diretoria sempre mostrou a cara, doa a quem doer e mesmo que não conseguíssemos vencer todas as guerras, afirmo com orgulho que nunca abandonamos nenhuma batalha. A propósito onde estavam os últimos presidentes do sindicato quando precisávamos organizar a categoria, certamente estavam de folga ou em viagem a serviço, pois no sindicato não deram as caras, pois a exemplo da última eleição, em que fui reeleito sem oposição, só aparecem às vésperas do pleito para criticar e falar mal do que foi feito. INVEJA…
Os policiais e os administrativos atravessam um momento ímpar, pois estamos às vésperas do prazo final para a recomposição salarial, além da Lei Orgânica que pode resolver ou encerrar de vez as pretensões da categoria. Precisamos de união e empenho e não de mentiras e reclamações infundadas, mostrando fraquezas na base.
A última mentira da chapa perdedora, pois as outras já pregadas não surtiram efeito é a acusação de que o sindicato estaria afundado em dívidas. Tá louco???? O sindipol/DF possui um patrimônio invejável, composto de uma sede maravilhosa e completamente reformulada e informatizada, com um clube moderno e aconchegante, um imóvel na Asa Sul, cujo investimento inicial foi recuperado com lucro incontestável e dois automóveis semi novos. Diferente de 2004, quando recebemos um caixa negativo com dívidas para todo lado, inclusive com a CUT, que hoje estamos desfiliados felizmente.
Ao contrário do que alguns alegaram, a única dívida real que o sindicato possuiria se relaciona a um depósito judicial, motivado por ação trabalhista ajuizada por um ex-motorista no valor de R$ 120.000,00, demitido por justa causa em decorrência de contratos mal feitos, porém que ainda encontra-se em fase recursal.
Conseguimos chegar à mídia como nunca dantes foi feito, inclusive com a produção de um programa de TV, com excelente audiência , levando informação direta e indireta sobre os anseios da categoria e sociedade em geral, abrindo mais portas para nossos pleitos, entrevistamos diversas autoridades, que a partir da participação na TV, passaram a além de elogiar a produção, enxergar o sucesso da empreitada.

Pedimos desculpas por ainda não conseguir uma carreira de verdade, mas existe alguém que tenha tentado mais do que eu??? Alguém se expôs mais que o sindicato de Brasília??? Alguém imaginaria qualquer tipo de movimento sem a nossa participação???
E quanto aos pedidos dos colegas, sabem quantas vezes atuamos na defesa de causas impossíveis? Conseguimos com nossa articulação, defender, remover, conciliar e outros feitos tradicionalmente afetos à padres ou psicólogos. Seria cômico, senão fosse verdade, mas fizemos. Talvez esse tenha sido um passo errado, pois misturando sindicalismo com assistencialismo, talvez tenhamos confundido os colegas, que passaram a exigir sempre mais e mais.
Economizamos muito para poder depois fazer as empreitadas necessárias. Gastamos com TV, mídia, comunicação. Procuramos organizar os movimentos de forma com que os participantes, sentissem o mínimo de conforto, desde a panfletagem e faixas aos serviços de Buffet, oferecido aos filiados. Reformamos nossa sede e clube, admirado por todos os colegas de fora.
Conseguimos oferecer aos internautas informações de qualidade em tempo real, através de nosso site, remodelado desde junho de 2005 e que em breve alcançará a inédita marca de 2.000.000 de visitantes do Brasil e de outros países do mundo
E a terceira classe? Estão lembrados aonde começou o movimento? Exatamente, no DF mais uma vez e daí se estendendo por todo o Brasil, mesmo que os próprios policiais, em tese interessados diretamente com o benefício não tivessem se engajado como um todo. De Brasília para o resto do país e agora já firmado nos contracheques e hoje já são “1ª classe”. Milagre? Não, trabalho e dedicação.
Nossa administração reformulou o estatuto para impedir a prática do continuísmo, pois se fosse essa a minha intenção não estaria postulando uma vaga no Congresso Nacional para representar nossa turma na casa das Leis.
Reformamos o clube e hoje possuímos um moderno parque aquático. Construímos novas churrasqueiras, já que as antigas, além de não atenderem as demandas pelo seu projeto, precisavam ser demolidas, por conta do risco de desabamento. Além disso, possuímos o melhor gramado de Brasília, reformamos as quadras antigas e construimos novas, para tênis e vôlei de areia e futevôlei.
Dentro do contexto da sede do sindicato. O “inteligente” contrato, repleto de cláusulas Leoninas, celebrado com a TERRACAP, abrindo mão de todas as benfeitorias erigidas, assinado pelo ex-presidente MARCENILO CALDAS, candidato a presidente pela Chapa 2, por enquanto conseguimos manter.Todos sabem que não foi fácil garantir a propriedade. Mas fiquem tranqüilos, pois a atual diretoria já resolveu politicamente a asneira contratual.
Fizemos do Sindicato de Brasília, uma referência nacional, tanto no meio sindical, político e empresarial. Prova disso são os diversos convites recebidos para participarmos do processo eleitoral nas eleições proporcionais no DF e agora nos vemos indicados a ocupar uma suplência do senado pela nossa coligação, apesar do pouco tempo de filiação partidária, nossa representação deu o que falar.
Aliás, aos que entendem como oportunista a minha progressista caminhada, lembro que sim, a vida é feita de oportunidades, mas nesse caso, em decorrência de trabalho com seriedade e competência e não de traições, “puxa saquismo” e as atividades típicas dos sanguessugas. Fizemos nossa parte e por isso abrimos espaço. Não temos culpa se nem todos conseguem o que pretendem, mas para os invejosos, tenho uma dica, trabalhe mais e fale menos e fazendo sua parte.
De qualquer forma, agradeço aos colegas que me emprestam sua força para não desistir e me empurram para cima com votos de que os ajude a serem pela primeira vez, representados no poder legislativo. Espero conseguir e prometo que jamais desistirei, apesar de saber que não depende só de mim.
Encerro aqui minhas palavras desejando boa sorte ao novo presidente LEAL que em breve assumirá e a toda a diretoria que daqui pra frente será responsável pela condução do sindicato. Alguns novos e outros já experientes, mas o fundamental é a boa vontade e seriedade, princípios as vezes esquecidos no movimento sindical.
A experiência, assim como foi para nosso mandato, será certamente suplantada pela ética e dedicação que tenho certeza não faltarão aos diretores. Nesse aspecto, apesar de buscar outros horizontes, para melhor representar nossa categoria, podem ter certeza que farei de tudo para manter abertas as portas que encontramos fechadas, mas que nossa rotina de trabalho fez com que se abrissem e que fossemos invejados e respeitados pela sociedade brasiliense.
Agradeço também a toda a equipe de funcionários do SINDIPOL/DF, co-responsáveis pelo sucesso da entidade.
COVARDES E BARATAS DEVEM EXTERMINADOS.
UNIDOS SEREMOS MAIS FORTES
Cláudio Avelar
Futuro ex-presidente e próximo Diretor de Estratégia Sindical






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