Ilegais, as drogas se alastraram pelo submundo do meretrício. A zona acabou se tornando ponto de consumo e venda de drogas diversas como maconha, cocaína e crack. Muitas mulheres, homens e travestis, já dependentes das substâncias, oferecem os corpos como moedas de troca para conseguir as drogas.
No passado era muito diferente, explica Marcela, nome fictício da dona de um bar em Itatinga, bairro de Campinas (SP) conhecido por ser a maior zona de prostituição do País. A mulher, de 48 anos, conhece o bairro há mais de 40 e conta que, antes, as prostitutas se vestiam de longo enquanto, hoje, ficam nas ruas quase sem roupa. “Eu mesma trabalhei em casa que menina minha não andava de roupinha curtinha de jeito nenhum. Era saia no pé, salto alto, unhas e cabelos perfeitos, era chique. Não tinha aquela coisa totalmente depravada igual está hoje, que as meninas ficam na rua do jeito que quer ficar”.
Marcela teve uma casa de prostituição em Itatinga há cerca de dez anos. Hoje, ela conta que não tem mais coragem de “tocar” um empreendimento no local porque aumentou o número de prostitutas e clientes que consomem drogas. “A maior parte delas é envolvida com drogas, então é difícil, a zona está perigosa. Dono de casa não ganha mais dinheiro com a zona não, ele sobrevive”.






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