Uma funcionária já foi afastada por ter quebrado o sigilo fiscal de um dirigente do PSDB. A suspeita do caso de espionagem é da região do ABC Paulista.
Uma funcionária já foi afastada por ter quebrado o sigilo fiscal de um dirigente do PSDB. A suspeita do caso de espionagem é da região do ABC Paulista. De Santo André foi exonerada a principal suspeita de ter quebrado o sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.
Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva foi afastada no dia 8 de julho. O Ministério Público já pediu informações à Receita Federal.
O crime, de quebra de sigilo, teria acontecido em outubro do ano passado. Dados sobre a declaração de Imposto de Renda do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, foram acessados irregularmente dentro da Receita Federal, que está investigando o caso. A Receita não confirma, mas a principal suspeita é uma funcionária do órgão que trabalha em Santo André, no ABC Paulista.
O Diário Oficial do dia 8 de julho informa que a servidora Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves perdeu o cargo de confiança.
O colunista do “Jornal de Brasília”, Cláudio Humberto, revelou que funcionários da Receita confirmaram que a colega de Santo André está sendo investigada pela quebra do sigilo de Eduardo Jorge.
O jornal “Folha de São Paulo” já havia denunciado a tentativa de investigação ilegal contra o vice-presidente do PSDB.
O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores da Receita Federal disse que conversou com Antônia e ela teria confirmado que está sob investigação, mas nega o crime.
“Ela está sendo usada como boi-de-piranha. Ela desconhece, disse que não tem conhecimento de ter feito nenhum atendimento, nenhuma utilização indevida”, diz o presidente do Sindireceita Hélio Bernardes.
A Corregedoria da Receita Federal confirma que dados sigilosos de Eduardo Jorge foram acessados com a senha de Antônia Aparecida uma única vez de forma ilegal. Diz que outros funcionários acessaram os mesmos dados, mas por motivos de trabalho. O Ministério Público Federal deu prazo de dez dias úteis para que a Receita informe o que já foi apurado.
Eduardo Jorge disse, por telefone, que aguarda o fim das investigações. Quer saber não só o nome de uma servidora, mas de todas as pessoas que tiveram acesso aos dados, com que interesse, o que fizeram com essas informações e principalmente quem mandou quebrar o sigilo dele.
A Polícia Federal também está apurando a denúncia de quebra de sigilo, um crime previsto na constituição. A Receita Federal diz que só vai informar o nome de quem teve acesso aos dados de Eduardo Jorge, depois de concluir as investigações.






Comments are closed.