O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, negou nesta quinta-feira (9) que o órgão vá acelerar as investigações sobre as denúncias de quebra de sigilo de pessoas ligadas ao PSDB por conta das eleições.
“A eleição não pauta a Polícia Federal. Esse caso não pode, em função do calendário eleitoral, ser acelerado. O que nos pauta é o devido processo legal e a qualidade da prova”, disse. Corrêa informou, contudo, que, diante do interesse da sociedade no caso, um número maior de servidores foi mobilizado para trabalhar nas investigações.
“A Polícia Federal mobilizou sua capacidade técnica para, não acelerar ou retardar o processo em função do calendário eleitoral. Agora nós sabemos que esse caso tem uma angústia na sociedade, então estamos colocando mais servidores para que a sociedade tenha esse caso seja esclarecido”.
Questionado sobre acusações de que o órgão estaria protelando o processo, o diretor-geral negou. “Estamos sob constante controle do Ministério Público no caso e os nossos movimentos são todos com autorização judicial. Estamos fazendo com a celeridade necessária e com o rigor técnico que o caso merece”, ressaltou.
O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, também defendeu a “isenção” da investigação sobre as violações de sigilo.
“A Polícia Federal tem uma investigação aberta, isenta e que está sendo conduzida com toda a celeridade, mas dentro de um ritmo normal de uma investigação criminal. Que tem um tempo certo pra oitiva de uma testemunha, obtenção de uma prova, um tempo certo para todos os atos que são necessários para uma investigação dessa magnitude, com a segurança que se quer ter”, disse.






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