Colegas,
Observando toda esta discussão sobre salário mínimo, dizem até que vão ao Supremo discutir isso e aquilo. Lembrei-me de quando entrei para o nosso glorioso Departamento de Polícia Federal e ganhava salário mínimo. Salário mínimo? Como? Já explico.
Antes desse subsídio, ou suicídio, nós, policiais, ganhávamos o chamado vencimento básico, lembram? E, como nenhum servidor público pode ganhar menos que o salário mínimo, todo ano o pessoal da base, ou seja, segunda classe, agora terceira, ganhava um aumento. Lembro que cheguei a receber igual a colegas que já eram primeira classe.
Considerava aquilo errado. Pensava que o sindicato deveria ingressar com algum remédio jurídico pedindo a manutenção da equivalência salarial. Mas havia o risco de se prejudicar toda uma base, melhor calar!
Hoje, lembrando-me daquela época de segunda classe, bebe leite. Agora, antiguinho, já quase atingindo o ápice da carreira policial. Fiquei com saudades do nosso gatilho, o salário mínimo, tão em voga no momento. Saudoso, debrucei-me sobre alguns contra-cheques antigos e comecei a fazer conta. Não sou contador, mas acredito que os números estejam bastante próximos da realidade. Vejam o que descobri.
Pelas minhas contas um APF, EPF ou PPF, zero, bebe leite, novinho, ou seja lá como queiram chamar, se não fosse esse suicídio, ops! desculpa, subsidio, ganharia com o salário mínimo de R$ 545,00 um bruto de R$9.741,33 e, no próximo ano, com os números do governo, salário mínimo de R$ 616,00 um bruto de R$ 10.935,67. Seríamos todos classe especial, ou quase, ou zeros como queiram. Logo o governo promoveria o tal cargo único no DPF em termos salariais. Mas, se não somos, nem o que deveríamos, o que somos? Vejam planilhas.
Agora, só nos resta lembrar com saudade e pensar que nada é por acaso ou bondade. E não se esqueçam do adicional noturno, tempo de serviço e outras.
Abraços,
Lindemberg Rosa Principe
Agente de Polícia Federal
CAOP/DIREX







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