O governo federal voltará a oferecer dinheiro em troca de armas na nova campanha de desarmamento que será lançada nos próximos dias, anunciou ontem no Rio o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
“Nós vamos adquirir armas daqueles que se dispuserem voluntariamente a vendê-las “, afirmou ele à imprensa após participar de um seminário sobre liberdade organizado pela Academia Brasileira de Filosofia.
Os detalhes finais da nova campanha do desarmamento serão acertados na segunda-feira numa reunião do ministro com representantes de entidades da sociedade civil, em Brasília.
Na campanha de 2005, que antecedeu o referendo do desarmamento, o governo ofereceu entre R$ 100 e R$ 300 em troca de cada arma entregue voluntariamente.
Questionado se a medida não seria só uma forma de enxugar gelo, pois não resolveria a entrada ilegal de armas no país, Cardozo negou.
“Toda vez que realizamos uma campanha de desarmamento, o mapa da violência mostra que cai o nível de homicídios. Agora, nossa política de segurança não é só baseada no desarmamento. Estamos desenvolvendo um plano de fronteiras”, disse.
Ele afirmou que o ministério trabalha para integrar polícias federais, estaduais e Forças Armadas no combate à entrada de armas ilegais, além de reforçar a cooperação com países fronteiriços. O ministro reconheceu, porém, que o total de agentes nas fronteiras é insuficiente.
Cardozo não quis opinar sobre a ideia do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de fazer um plebiscito sobre o desarmamento.”O governo não tem por que entrar na discussão.”






Comments are closed.