A Diretoria do Sindipol/DF participou nos dias 02 e 03 de maio, do 3º Seminário Nacional sobre PAD, promovido pelo Sindifisco Nacional.
Os temas principais do evento trataram sobre Assédio Moral e a atuação da Corregedoria da Receita Federal do Brasil, da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e da Polícia Federal nos PADs.
Os representantes do sindicato acompanharam atentamente todas as palestras, em especial a atuação da Corregedoria, que trouxe como palestrante o Corregedor Geral da Polícia Federal, Valdinho Jacinto Caetano.
Os diretores do Sindipol/DF classificaram a palestra como superficial e vazia e não trouxe esclarecimentos sobre a política de correição no DPF.
Usando frases de efeito e estatísticas desfocadas do meio em que se inserem, o Corregedor desviou-se de perguntas mais embaraçosas e frustrou os servidores do DPF presentes.
Em sua fala, o corregedor relata que é objetivo da COGER a redução da instauração de PADS e adoção de ações preventivas. Chegou a afirmar ter restrições ao PAD e que sua meta é “diminuir as instaurações de PAD em 50%”. Não é o que se observa. Os Boletins de Serviços vem recheados de sindicâncias e PADS.
Em sua gestão o foco parece ser eminentemente punitivo, onde a produtividade deve ser atingida a todo custo, deixando de lado a valorização do servidor e a busca por uma polícia democrática e cidadã. O incremento no índice de produtividade apresentado na palestra se dá por meio de proliferação do medo de ser punido. Parafraseando: “O servidor trabalha sob vara”.
No que tange ao número de inquéritos ter diminuído, o sindicato de Brasília entende que, qualquer órgão do serviço público, deve primar pela eficiência. Essa redução não reflete em produtividade efetiva para a sociedade. Quantos destes inquéritos realmente indicaram indícios de autoria e materialidade? Quantos embasaram denúncias? Quantos realmente foram efetivos na condenação de criminosos? As recentes pesquisas demonstram a total ineficiência do instituto, seja por excesso de prazo seja por demasiada burocracia.
Quanto às perseguições, muito embora este sindicato tenha encaminhado questionamentos sobre o tema, o palestrante não respondeu. A mesa fez triagem das perguntas e comprometeu-se a encaminhar as respostas por escrito. Estamos no aguardo.
Estiveram presentes no seminário o presidente do Sindipol/DF, Jones Leal, o vice-presidente, Flávio Werneck, o diretor de administração, Mauro Lemos, a secretária-geral adjunta, Telma Teixeira, o suplente do Conselho Fiscal, Julio Gomes e a assessoria jurídica do Sindipol/DF.
Fonte: Agência Sindipol/DF






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