Agentes federais que atuam na fronteira gaúcha realizam nesta quinta-feira protestos para chamar a atenção do Governo Federal. No Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina os federais também protestam. Os policiais pedem melhores condições de trabalho e reforço no efetivo.
Conforme as primeiras informações, em Corumbá, Ponta Porã e Dourados, no Mato Grosso do Sul, os policiais pararam suas atividades nesta quinta-feira. Em Guaíra (PR) os policiais federais realizaram protesto em frente à delegacia da PF. O movimento tem o apoio da PRF e dos servidores da Receita.
Em Uruguaiana (RS), os 30 servidores paralisaram as atividades na sede central da Polícia Federal e no posto da Ponte Internacional. Só o setor de imigração funciona. Serviços como registro de arma, emissão de passaporte, controle e vistoria de produtos não são realizados. Apenas ocorrências de prisão em flagrante são atendidas.
No Chuí, Jaguarão, Bagé, São Borja e Santo Ângelo, os policiais pararam entre 10h e meio-dia. Houve filas de veículos e turistas. Mesma situação foi registrada em Porto Mauá.
ABANDONO
O abandono a que está submetida a Polícia Federal nas fronteiras do Brasil já é algo notório, entretanto, esse desamparo tem se tornado mais evidente a partir do aumento do tráfico internacional de drogas e de armas de fogo. O abandono governamental já conseguiu contaminar boa parte do efetivo da PF nas fronteiras, fazendo com que seus quadros entreguem-se à insatisfação e ao desânimo. No RS, por exemplo, há apenas 08 policiais a postos para monitorar uma fronteira de mais 1000 Km do Chuí/RS a Porto Mauá/RS. O solitário policial federal é apenas uma figura decorativa em seu posto. A PF dos holofotes na verdade não passa de uma ficção interessante somente ao governante e seu séqüito. Conhecendo a realidade da PF como conhecemos, podemos afirmar que o órgão não possui condições técnicas e nem capital humano minimamente suficientes para controlar a entrada e saída de pessoas no País, mesmo em situações normais, muito menos em situações excepcionais, como Copa do Mundo ou Olimpíadas. Essa renúncia é campo fértil para que armas e drogas ingressem livremente no Brasil, sendo inexorável a retomada pelo Estado dessa linha de fronteira de mais de 16.000 KM de Sul a Norte. Urge a imediata implantação de uma sistemática de concursos e remoções na PF, bem como a instituição de uma indenização de fronteiras, tal como ocorre com os militares, como forma de compensar às precárias condições a que são submetidos o policial e sua família.
Fonte: Sinpef/RS






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