Fonte: Agência Sindipol/DF
Por Flávio Werneck
– Nosso DPF é realmente surpreendente! Tivemos uma gama de reuniões sobre o PL 1952, que trata do Regime Disciplinar, e a COGER me publica um projeto de Instrução Normativa, sem tirar nem por, tratando do mesmo assunto. Interessante porque o progresso no texto “quase de consenso” salta aos olhos, mesmo não sendo a redação dos sonhos. O estranho é que parece que o trabalho de desconstrução do texto no âmbito do MJ vem sendo forte. Tanto que o próprio MJ, por meio de seus interlocutores, convocou nova reunião para essa sexta-feira (30/03). Espero sinceramente não ser apresentado a um novo textículo ditatorial e antidemocrático, após as muitas e desgastantes discussões sobre o assunto que estão rendendo retaliações que podem ser vistas nos Boletins de Serviço pós-audiência com o Deputado Vieira da Cunha (relator do projeto).
– As tratativas da nossa reestruturação de carreira vão recomeçar – como assim recomeçar? A nova reunião foi agendada em data posterior ao fim do Protocolo 04/11. Não custa nada relembrar: ACORDO ASSINADO É PARA SER CUMPRIDO. Lembro que estamos a mais de 02 anos aguardando o posicionamento do governo e há 06 anos sem qualquer recomposição das perdas inflacionárias. Esse jogo de empurra já acabou com a paciência dos policiais.
– Falando de reestruturação, a Portaria 523/89 do MPOG, que trata das nossas atribuições chega a ser aviltante. Não retrata a realidade do DPF e tampouco as competências do Órgão. Surpreende que sua patente inconstitucionalidade não seja impedimento para a ANP utilizá-la, mesmo que de forma velada, no edital do concurso recém publicado. O respeito pelos colegas e o título de Instituição de Ensino para todos os policiais então….
– Lembro aos policiais: Um antagonista é um personagem, grupo de personagens, ou uma instituição, que representa a oposição contra o que o protagonista tem de lutar. Em outras palavras, é uma pessoa, ou um grupo de pessoas que se opõem ao personagem principal, ou aos personagens principais. Mas não é sinônimo de vilão, pois no caso do protagonista ser um anti-herói, os antagonistas podem ser os verdadeiros heróis (http://pt.wikipedia.org/wiki /Antagonista). Então, taxados de encrenqueiros ou não, somos antagonistas/protagonistas dessa paródia de segurança pública e estaremos nos opondo à falta reconhecimento de competência e capacitação na carreira policial; à tirania da Lei 4878/65; aos preconceitos arraigados na corporação; à falta de eficiência e efetividade da persecução criminal; ao assédio moral declarado e outros tantos problemas que agridem o brio do verdadeiro Policial Federal. Quem tem medo de lobos e bruxas? – protagonistas ou antagonistas???
– Por fim gostaria de lembrar aos colegas a importância da união, da aproximação com os sindicatos nesse momento. Avizinha-se um tensionamento/rompimento nas negociações com o governo. Para além de ficarmos reclamando ou fazendo “twitaços” e movimentos na rede de computadores, temos que agregar força, mobilização e pensamento no nosso objetivo comum. E ele se resume em duas palavras: REESTRUTURAÇÃO e DIGNIDADE. Vamos sair do marasmo, abandonar a masmorra mental da passividade. A hora é de ação e não de omissão ou delegação. Sem trocadilhos.
Flávio Werneck é vice-presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal






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