VERA MAGALHÃES – EDITORA DO PAINEL – Folha de São Paulo
O ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, disse nesta terça-feira (26) estranhar a decisão do presidente da corte, ministro Carlos Ayres Britto, de não publicar uma edição extra eletrônica do “Diário da Justiça” com a liberação do processo feita por ele.
Lewandowski disse à Folha que entregou o processo em “tempo hábil” para que houvesse uma edição extra do jornal oficial, algo, segundo ele, “corriqueiro” na corte.
De acordo com ele, as edições extras podem circular até as 23h, o que permitiria a publicação.
“Pela minha vontade e pelas providências que tomei em tempo hábil, poderia haver a publicação”, disse o ministro.
Segundo ele, tão logo devolveu os autos recebeu ofício de Britto para que fizesse “urgentemente” o andamento “correto” do processo, no sistema interno informatizado da corte. Devido a um problema no sistema, Lewandowski disse que teve de chamar o secretário de informática do tribunal para lançar eletronicamente o andamento do processo, mas que isso foi concluído no fim da tarde.
A publicação desse andamento até esta terça-feira era condição determinante para que o julgamento dos 38 réus do mensalão possa começar no dia 1º de agosto, data fixada pelo plenário do Supremo em sessão administrativa o último dia 6.
Lewandowski e Britto travam uma queda de braço nos últimos dias, por meio tanto de ofícios quanto de entrevistas. O presidente do STF cobrou publicamente do ministro revisor pressa na devolução dos autos para que pudessem ser cumpridos os ritos processuais a tempo de iniciar o julgamento na data fixada.
Como Lewandowski liberou o processo nesta terça, uma edição extra eletrônica do “Diário da Justiça” permitiria cumprir todos os prazos, que incluem a notificação dos réus e do Ministério Público e prazo para que se manifestem.






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