Fonte: R7 com título Agência Sindipol/DF
Apesar de tratar oficialmente como suicídio a morte de um escrivão da PF (Polícia Federal), a polícia também investiga uma possível execução. A suspeita começou a ser levantada porque uma arma sem registro e que não pertencia ao policial foi encontrada ao lado do corpo dele durante a perícia.
Fernando Spuri Lima foi encontrado morto pela mulher dentro de casa no Jardim Botânico no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, no fim do último dia 19.
O escrivão tinha duas armas registradas. Uma 9 milímetros, que era usada pela Polícia Federal, e uma outra .40, que era de uso pessoal. No entanto, a perícia encontrou ao lado do corpo uma nova arma sem registro e que não pertencia ao policial.
Lima tinha 35 anos e era um escrivão móvel (atuava em vários casos). Por isso, provavelmente teria atuado nas investigações da Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Fernando Spuri tinha histórico de depressão e tomava remédios controlados. Ele trabalhou com Tapajós na Superintendência da Polícia Federal e compareceu no enterro do amigo, no começo do mesmo dia em que foi encontrado morto.
A mulher do agente, Soraia Pereira Pessoa, viu o marido caído no chão e acionou o Corpo de Bombeiros. O resgate chegou ao local para prestar os primeiros socorros, mas o homem já estava sem vida.
Para Jones Leal, presidente do Sindipol-DF (Sindicato dos Policiais Federais do DF), a instituição não tem um plano de segurança e nenhum programa de acompanhamento médico.
Ele denuncia que uma portaria da Secretaria de Direitos Humanos assegura aos profissionais do sistema de segurança pública o atendimento especializado em saúde mental, mas não está sendo cumprido.
— Deveria ter entrado em vigor há mais de um ano, mas até o momento nada. Na superintendência temos hoje 10%, talvez 20% dos colegas tomando remédios controlados.
O caso aconteceu dois dias depois do assassinato do policial federal Wilton Tatajós, de 53 anos, que foi baleado enquanto visitava um túmulo no cemitério Campo da Esperança na Asa sul, área central de Brasília.






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