Não houve acordo entre representantes de agentes e delegados na reunião com o deputado federal João Campos (PSDB/GO) (foto), relator do projeto da Lei Geral da Polícia Civil. O parlamentar também é delegado de Polícia.
Entre outras contrariedades, as entidades que representam agentes defendem atribuições de nível superior para a categoria, mas os delegados são contrários à proposta.
“Não abrimos mão de atribuições de nível superior em uma lei geral para os policiais civis brasileiros”, assinala Fábio Nunes Castro, vice-presidente da Ugeirm.
Participaram da reunião na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, dia 21, a Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), a Cobrapol, a Feipol/Sul, a Feipol/Centro-Oeste e dirigentes sindicais de diversos estados brasileiros.
O presidente do Sinpol/RS, Allan Mendonça, observa ainda que o texto do projeto de Lei Geral da Polícia Civil abrange mais a classe dos delegados. “Os agentes são tratados de modo muito sucinto”, critica.
A representação dos agentes quer reabrir discussões sobre a proposta, mas as sugestões da categoria enfrentam, em nível nacional, postura contrária dos delegados.
“Precisamos definir estratégias para alterar o texto e termos uma Polícia Civil melhor para a sociedade. Do jeito que está, não há acordo. Os delegados precisam reconhecer o nosso trabalho”, finaliza Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm.
Abaixo, em arquivo pdf, está o texto do projeto de lei 1.949
Download: Projeto de Lei 1949






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