Fonte: Agência Fenapef
Quando se verifica o esforço do MPOG para o aprimoramento contínuo do serviço público, gera revolta perceber que no DPF é comum a prática gerencial de ordenar aos subordinados a elaboração de documentos oficiais para que os chefes apenas assinem e falsamente se apresentem como os responsáveis pelas análises, posicionamentos ou conclusões expressas.
Quando essa aberração ocorre, na prática, o servidor que verdadeiramente elaborou o documento está exercendo, de fato, as atribuições daquele que deveria justificar o salário pago pela União, mas prefere “colher os louros” do esforço dos outros.
Tal prática deve ser eliminada da Polícia Federal, pois muitas vezes o servidor subordinado é obrigado a agir dessa maneira, e configura-se uma vertente perversa de assédio moral, praticada pelo chefe preguiçoso.
Portanto, as seguintes diretrizes devem ser seguidas:
Denuncie ao sindicato qualquer forma de apropriação intelectual ou outra forma de exploração dos servidores subordinados, independente do cargo, mesmo no caso de servidores terceirizados, pois além do eventual desvio ou usurpação de função, ocorre o uso ilegal da terceirização.
Nunca redija ou elabore documentos para que outro servidor, independente se chefe, falsamente se declare como autor das declarações, posicionamentos, análises ou conclusões. Nenhum policial é remunerado pela União para secretariar ou exercer o cargo de outro servidor.
Se for solicitada uma minuta de parecer, elabore com autonomia intelectual e assine o referido documento como parecerista, ao final encaminhando para apreciação superior.
E se for solicitada uma minuta de auto, relatório ou laudo, elabore com autonomia técnico-científica e assine o referido documento na forma que cumpra a sua finalidade, e encaminhe, via memorando, à chefia solicitante.
Geralmente o servidor submetido a essa forma de exploração sofre alguma forma de assédio moral da chefia.
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