Fonte: Agência Sindipol/DF
Em nota publicada no último dia 13, a Associação dos Delegados de Polícia Federal afirma que “considera no mínimo contraditória (sic) as declarações feitas pelo presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Alexandre Camanho, em entrevista para a Veja online”.
Diante do despropósito e da falta de consistência da manifestação de uma das associações dos Delegados de Polícia Federal, o Sindipol vem a público para iluminar o debate público e informar a sociedade brasileira sobre o contexto e os interesses corporativos por trás do debate da PEC 37 e do PLC 132:
1. O objetivo da PEC 37 não é regrar a tarefa de investigação criminal, pelo contrário é garantir uma “reserva de mercado”, um monopólio danoso, que tudo tem para agravar o quadro de impunidade reinante hoje no Brasil;
2. Os interesses que movem a luta pela PEC 37 e PLC 132 nada tem de republicanos e são, pelo contrário, interesses exclusivos de apenas um cargo, em nada fortalecendo a atuação dos verdadeiros policiais e das policias brasileiras;
3. O Sindipol acompanha com profunda preocupação as manobras que, nas sombras dos corredores do Congresso Nacional e, com uso de subterfugios regimentais, retiram de todos os parlamentares o conhecimento pleno das matérias. Referidas manobras tem sido executadas para obtenção de privilégios que podem sangrar os cofres do Estado Brasileiro e expor o ambiente das polícias a graves cisões entre os cargos que a compõe;
Em respeito à sociedade brasileira e ao harmonioso convívio entre as instituições, o Sindipol/DF reafirma seu papel de crítico a medidas que não sirvam ao incremento e melhoria do serviço de segurança pública para os brasileiros e ao enfrentamento da criminalidade.






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