Fonte: Capital Teresina
Nessa quarta-feira (24), um dia após a mobilizacção nacional dos agentes da Polícia Federal, que aconteceu em várias partes do Brasil, na qual agentes do Piauí também estão se mobilizando para reivindicar melhorias nos trabalhos de investigação policial, foi empossado o novo delegado superintendente da Polícia Federal do Piauí, Antônio Tarcísio Alves.
Antes da posse, um ato público nacional aconteceu no dia 23, no Rio de Janeiro, no momento da chegada do Papa Francisco para a Jornada Mundial da Juventude, como uma forma de representar a insatisfação dos policiais e escrivães das Polícias Federais de todo o país, em represália a falta de investimentos em estruturas mínimas de seguranças para realização do trabalho dos policiais.
Os Escrivães, agentes e papiloscopistas do Piauí fizeram manifestação em frente à sede da Superintendência da Diretoria da Polícia Federal do Piauí, reivindicando carreira e atribuição dos cargos da instituição pelo Ministério da Justiça, seguindo ato público da mobilização nacional.
O presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal no Estado do Piauí, Luiz Alberto da Silva, falou que a recomendação é que esse ato fosse acompanhado de paralizações em cada Estado da federação, a exemplo do que aconteceu em Teresina, quando no mesmo momento policiais se mobilizaram em frente a Superintendência da PF-PI para fortalecer e dar visibilidade ao movimento.
“Está havendo um descumprimento da justiça em fornecer os aparatos necessários ao trabalho dos policiais federais de todo o Brasil, por não dar condições de segurança adequadas aos trabalhos de investigação dos policiais, e isso tem motivado as manifestações. A adesão dos policiais nas mobilizações e o que é mais agravante, tem causado a evasão de cargos ocupados por federais, que preferem procurar trabalho em locais que lhe proporcionem melhores suportes de trabalho”, declarou sobre o principal motivo da mobilização.
A Federacção Nacional dos Policiais Federais observou que o ato público também chamava a atenção contra os casos de assédio moral, perseguições e o alto índice de doenças e problemas emocionais e psiquiátricos que afligem agentes, papiloscopistas e escrivães, como estresse, depressão, ansiedade e ideações suicidas.
Quanto às mobilizações que acontecem e devem continuar acontecendo no momento da entrada do novo delegado no cargo de superintendência da Policia Federal do Piauí, Antônio Tarcísio disse que está havendo uma série de negociações em Brasília, no Distrito Federal, e a Federação dos Policiais está tratando do assunto juntamente com a direção geral e com o Ministério da Justiça, e acredita que o mais breve possível deve-se chegar a um acordo que seja benéfico para os policiais, por ter ciência de que sem a força dos policiais não haverá sucesso nos processos de investigações.
“Estamos em um estado que só nos resta querer contar com a força de trabalho de cada um dos colegas. É uma força muito valorosa e se não trabalharmos juntos, a gente não sai do lugar. Então cada policial do Estado é uma força que a gente não pode deixar de ter porque as experiências que eles já detêm são muito importantes nas investigações e a gente não pode deixar de ter essa forca de trabalho”, reforça Antônio Tarcísio.
O novo superintendente disse ainda que vai tentar realizar um trabalho em conjunto com todos os órgãos da Justiça, como a Polícia Civil e também o Ministério Público, mormente depois da aprovação da PEC 37, por acreditar que essas parcerias são vitais ao sucesso de qualquer trabalho na área de combate ao crime.
“Nós não vamos abrir mão da parceria com o Ministério Público que sempre foi parceiro da instituição e essa interação tem que continuar existindo. Sem essas parcerias o sucesso das investigações não são os mesmos”, finaliza o novo superintendente.
Mais um ato nacional está previsto para 5 de agosto, novamente no Rio de Janeiro, já que está marcada uma audiência pública que discutirá a reestruturação da Polícia Federal na Assembleia Legislativa (Alerj). Antes, os federais do Rio de Janeiro já haviam realizado manifestações dias 28 de junho e 10 de julho.






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