Ponto do Servidor/JBr
Mesmo com a torcida de cerca de seis mil servidores públicos de todo o País, os dirigentes de 31 entidades representativas do funcionalismo deixaram a reunião desta quarta-feira, 28, com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, apenas com a certeza de um novo encontro no próximo dia 24. Um dia depois, os servidores realizam o Dia Nacional de Lutas, que prevê a paralisação de atividades em todo o País.
A campanha salarial dos servidores reivindica reajuste salarial de emergência de 22,8%, data-base em 1º de maio, política salarial permanente com reposição inflacionária, e aumento no valor de benefícios, como o auxílio-alimentação. Esse, aliás, é o único item em que, segundo Mendonça, existe possibilidade de avanço.
Reajuste de salários em 2012 está fora de cogitação.
Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo, Adilson Rodrigues, o governo está “empurrando” os servidores para uma paralisação geral. “Não avançamos um milímetro. O governo continua com respostas evasivas e nos forçando à greve”, reclamou. Ele ressalta que, caso não haja entendimento entre as partes, servidores federais dos três poderes podem decretar greve geral a partir de 8 de maio, com adesão de 2 milhões de trabalhadores.
“O governo não quer greve. Essa decisão sobre agregar despesa de pessoal afeta toda a macroeconomia do País”, rebateu Mendonça. A próxima atividade da categoria será em 25 de abril. O Dia Nacional de Luta prevê a paralisações o serviço público federal. A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal também discute uma greve por tempo indeterminado, tema central do congresso que a entidade fará em Caldas Novas (GO).






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