Por Flávio Werneck
Domingo de Páscoa, início da noite. Na busca por um entretenimento mais atrativo, descubro que, às 20 h, na TV paga – Canal TC PIPOCA – , vai passar o filme que tem o nome em epígrafe neste bate-papo.
O filme é denso, envolvente e me deixa sempre com uma ponta de dúvida. Os agentes federais Teddy e Chuck investigam o desaparecimento de uma interna de um Hospital Psiquiátrico localizado em uma ilha no Estado americano de Massachusetts. Entre a rebelião de presos/pacientes e um furacão que se aproxima da ilha, o autor usa trechos que remetem a um campo de concentração da 2ª Guerra e técnicas de controle mental e tratamentos psiquiátricos peculiares.
Pausa. A essa altura alguns colegas devem estar pensando: “Ele deve estar tentando nova profissão – crítico de cinema – já que a remuneração de um policial federal encontra-se extremamente defasada”. Nada disso!
Continuo a ver o filme. Reparo que a dublagem do filme também se mostrou surpreendente. Os Agentes do FBI viraram delegados federais na tradução. Isso mesmo!!! E o ápice da tradução se dá quando Teddy se reporta à autoridade local: “- SUB-DELEGADO FULANO!”. Os profissionais que seguiram a orientação para esse tipo de tradução, não tem obrigação de saber como funciona a carreira do policial federal. Estavam apenas tentando adequar o inadequável.
Qual a intenção? De onde veio essa tradução? E o mais intrigante: Porquê?
Pensem. Reflitam. O filme usa e retrata, a todo momento, artifícios de psiquiatria sejam eles pouco ortodoxos ou não. Podemos entender a mensagem (do filme? da dublagem?) de variadas formas, chegando até ao absurdo das teorias de conspiração, propaganda, comunicados de representações e práticas similares aos utilizados pelos nazistas.
O fato é: o filme foi SURPREENDENTE, PESADO e, até certo ponto, REVELADOR. Deixa no ar o suspense e a dúvida. Qual será o próximo passo???
*Flávio Werneck é vice-presidente do Sindipol/DF
Fonte: Agência Sindipol/DF






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