As críticas e a polêmica em torno da ação da Polícia Federal contra a Abin fizeram o ministro da Justiça, Tarso Genro, adotar um discurso mais cauteloso. Ontem, o ministro foi ao Congresso para discutir a reforma política e tratar de projetos de interesse de sua pasta e evitou em alguns momentos comentar os novos desdobramentos da Operação Satiagraha. O ministro se esforçou para minimizar um conflito entre a Polícia Federal e a Abin por causa da apreensão de documentos da agência e negou qualquer mal-estar entre as cúpulas dos órgãos de segurança.
Tarso sustentou que não houve abuso na ação da PF e garantiu que os documentos só serão analisados diante de representantes da agência.
A Polícia Federal não errou, ela cumpriu mandado judicial e nós estamos agora dando garantias para a Abin – declarou Tarso.
O ministro afirmou ainda que a segunda parte da Satiagraha já está concluída e vai ser encaminhada “imediatamente” à Justiça. Parte do inquérito está sendo produzido pela nova equipe da Polícia Federal, que substituiu o delegado Protógenes Queiroz, e novos processo envolvendo o banqueiro Daniel Dantas serão remetidos à Justiça. Na avaliação do ministro, a Satiagraha não fica prejudicada devido à mudança no comando do inquérito.
Encontro
Ontem, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, recebeu o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) para tratar do suposto grampo que interceptou sua conversa sua com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Suplicy informou que está acompanhando o caso e voltou a insistir na hipótese de que as escutas podem ter partido de um dos gabinetes. O petista teria ainda cobrado o áudio do grampo que até hoje não foi encontrado.
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