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maio 18

AÇÃO DA PF PÕE NA CADEIA AUTORIDADES FEDERAIS E ESTADUAIS ACUSADAS DE FORMAR QUADRILHA PARA BURLAR LICITAÇÕES

  • 18 de maio de 2007
  • Notícias

46 presos por fraude

Ação da PF põe na cadeia autoridades federais e estaduais acusadas de formar quadrilha para burlar licitações


Marcelo Rocha
Da equipe do Correio

A Polícia Federal desbaratou ontem um suposto esquema de corrupção especializado em desviar recursos públicos por meio de fraudes em licitações e obras da empreiteira baiana Gautama. Por determinação da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram presos o deputado distrital Pedro Passos (PMDB), o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Roberto Figueiredo Guimarães, o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares, o assessor do Ministério de Minas e Energia (MME) Ivo Costa, além de 42 prefeitos, servidores públicos e lobistas. As prisões ocorrem em nove estados — Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão e São Paulo — e no Distrito Federal. Ao analisar os relatórios das investigações o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ficou convencido do envolvimento do atual governador do Maranhão, Jackson Lago, e pediu a prisão dele. A ministra Eliana Calmon negou a prisão.

Nas interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça, a PF flagrou o que considerou serem casos de negociação e pagamento de propinas em favor de autoridades públicas. Diante dos indícios de corrupção, a ministra Eliana Calmon decretou a indisponibilidade dos bens imóveis de todos os investigados. Estima-se que as irregularidades atinjam contratos públicos de mais de R$ 100 milhões.

Informações da PF e da Controladoria-Geral da União (CGU) indicam que a organização criminosa agia em pelos menos dois ministérios — Minas e Energia, Cidades, Integração Nacional e Planejamento —, além do Departamento Nacional de Infra-Estrutura Terrestre (Dnit). Os presos nos demais estados foram todos trazidos ontem mesmo para Brasília num avião da PF e levados para a carceragem da polícia, no Setor Policial Sul, logo depois da meia-noite.

Segundo as investigações policiais, a Gautama atuava para garantir o direcionamento de verbas públicas federais e estaduais para obras de seu interesse, assegurar a vitória em licitações de empresas com as quais tinha ligações e para liberar pagamentos de obras superfaturadas, irregulares ou mesmo inexistentes. O dono da Gautama, Zuleido Soares Veras, apontado pelas investigações como o líder do esquema, ofereceria vantagens indevidas a servidores públicos em vários estados para conseguir a aprovação de medições irregulares e o pagamento por obras não executadas ou realizadas irregularmente. Os investigadores apontam que funcionários da Gautama se infiltravam nos ministérios e conseguiam, mediante o pagamento de propina, informações sobre o direcionamento de verbas federais para obras nos estados e municípios onde a Gautama atuava.

O relatório da PF indica que Alexandre Lago e Francisco de Paula Lima Júnior, sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago, teriam recebido “vantagem indevida” de R$ 240 mil do empresário Zuleido Veras. Conforme a decisão da ministra Eliana Calmon, os dois agiam “em nome” de Lago. O ex-governador do Maranhão, José Reinaldo Tavares teria recebido, entre outras vantagens, um automóvel Citroen ano 2005 no valor de R$ 110 mil em junho de 2006. Seria um presente de Zuleido Veras. Flávio Conceição de Oliveira Neto, o ex-chefe da Casa Civil do ex-governador de Sergipe, João Alves Filho, seria beneficiário de R$ 216 mil que, conforme as escutas, deveriam supostamente ser entregues a João Alves Neto, filho do então governador, também preso na operação. Depois de deixar o governo, Flávio assumiu um posto de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado e, segundo a PF, teria pleiteado a autoridades do governo de Sergipe a liberação de recursos devidos à construtora.

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Roubo em projeto para pobres

Grupo é suspeito de tentar fraudar o programa Luz para Todos e de desviar dinheiro de obras do PAC

Marcelo Rocha
Da equipe do Correio

Brito JR./O Globo
Targa Juni, ao embarcar preso para Brasília: suspeita de participar do esquema para fraudar o Luz para Todos
As investigações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam que o grupo desbaratado pela Operação Navalha tinha planos para desviar recursos de obras enquadradas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Há informações no inquérito remetido ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde o caso tramita, que apontam interesse do grupo também em verbas públicas destinadas ao programa Luz para Todos, do Ministério de Minas e Energia (MME), caso que envolveria o assessor especial da pasta Ivo Almeida Costa.

Segundo a apuração policial, o empresário Zuleido Soares Veras, dono da Gautama, manteve encontros com autoridades do MME, para obter o repasse de recursos da pasta destinados ao Luz para Todos, por meio da Companhia Energética do Piauí (Cesipa), presidida por Jorge Targa Juni. Tanto a PF como o Ministério Público Federal acusam Ivo Costa, além de Jorge Targa Juni, presidente da Cesipa, de ajudar a organização criminosa a fraudar a concorrência nº 491/2006, permitindo que a Gautama vencesse a disputa. Como recompensa, a organização liderada por Zuleido teria repassado propina a eles.

A Gautama, segundo investigação da PF, tentou se apropriar de recursos do programa, no valor de R$ 18 milhões, destinados ao município de Camaçari (BA). Como os repasses só seriam feitos para projetos em andamento, funcionários da empreiteira articularam uma forma de apressar a elaboração de um plano de trabalho que garantisse a transferência dos recursos para o município.

Em Brasília, assessores de Flávio Candelot, funcionário da empreiteira e preso na operação, estariam resolvendo o problema. De acordo com a PF, Flávio Pin, da Caixa, seria o principal interlocutor de Candelot. Pin, ainda segundo a polícia, seria o encarregado no esquema de orientar os empregados da empreiteira na solução das pendências que pudessem prejudicar a normalização dos contratos com órgãos públicos.

“A ambição dos integrantes da cúpula da organização é desmedida e, segundo diálogos interceptados no mês de fevereiro, já estão se preparando para atacar as verbas que serão liberadas para atender ao PAC, novíssimo projeto lançado em fevereiro pelo presidente da Republica”, anotou o procurador-geral, Antonio Fernando de Souza, ao pedir ao STJ a prisão dos acusados. Durante as buscas de ontem, a PF apreendeu no gabinete do acusado Flávio José Pin, superintendente de Produtos de Repasse da Caixa, vários documentos da Casa Civil sobre o PAC.


Carro complica ex-governador
Paulo Soares/O Estado do Maranhão/AE
José Reinaldo também foi levado para carceragem da PF

Desde a gestão do ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares, um dos presos durante a Operação Navalha, há suspeita de fraudes ligadas à empresa Gautama, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU). Construções de fachada, inacabadas ou mesmo inexistentes são alguns dos problemas identificados durante a apuração.

Em inspeções locais realizadas pelas autoridades foram identificados problemas em obras de pontes. “São elevações perdidas no meio dos campos, em locais ermos, sem estradas”, descrevem os relatórios policiais. Há exemplos no inquérito da PF: de acordo com os técnicos, a ponte situada no município de Tutóia, sobre o riacho Carrapato, não tem placa de identificação e serve hoje para abrigar uma família carente. Outra, em Paulino Neves, sobre o Riacho Formiga, abriga diversas famílias.

Presente de luxo
O inquérito policial apontou também que José Reinaldo teria recebido do empresário Zuleido Soares Veras, dono da Gautama, vantagens indevidas no exercício do cargo de governador do Maranhão. Dentre os “presentes” foi listado um Citröen ano 2005, modelo C5, no valor de R$ 110 mil, repassado a ele por sua suposta participação em fraudes em medições de obras e direcionamento de processo de licitação à Gautama em obras de pavimentação da BR-402, naquele estado.

Geraldo Magela Fernandes da Rocha, servidor público e ex-assessor de José Reinaldo, é acusado pela PF de ter interferido na liberação de obras. Há indícios de que recebeu vantagem indevida da organização em diversas oportunidades. Primeiro, a quantia de R$ 56,3 mil, supostamente pagos em 20 de junho de 2006; depois, em 26 de junho de 2006, registrou-se o pagamento de mais propina, acobertada pela emissão de nota fiscal emitida por empresa associada ao grupo. (MR)


Conversas sob suspeita

Confira as transcrições feitas pela Polícia Federal, de diálogo travado entre representantes da gautama

Em fevereiro de 2007, integrantes da Gautama já anteviam, segundo a Polícia Federal, a possibilidade de se apropriar de recursos no valor de R$ 18 milhões para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Como o dinheiro só poderia ser destinado para obras em andamento, o grupo tenta acelerar a elaboração de plano de trabalho para conseguir a transferência para a Prefeitura de Camaçari (BA). Em Brasília, assessores de Flávio Candelot, funcionário da empreiteira, estariam resolvendo o problema:

Diálogo

RODOLPHO VERAS (filho de ZULEIDO VERAS, dono da Gautama) diz que precisam dar atenção ao negócio relativo a esgoto, ao qual EDÍLIO NETO (assessor da prefeitura) teria dado entrada, no valor de 18 e meio de um total de 27; FLÁVIO (CANDELOT, funcionário da Gautama) e CLÁUDIO (NÃO IDENTIFICADO) já estariam cuidando em Brasília; o negócio estava com problema para ser aprovado, resolvido pelo pessoal de FLÁVIO em Brasília. (23/02/2007, às 10:55)

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Juíza evita prisão de Lago

Governador é apontado pelo MP como beneficiário de propina de R$ 240 mil paga pela Gautama

Marcelo Rocha
Da equipe do Correio

Iano Andrade/CB -21/3/07
Jackson Lago: “Eu li nos jornais e vi na televisão que teriam pessoas com laços familiares ligados a mim. Eu acho que tudo tem que ser apurado”
O Ministério Público Federal pediu a prisão do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), mas a ministra Eliane Calmon, relatora do inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou. Nos relatórios da Operação Navalha, no entanto, Lago foi apontado pela Polícia Federal como beneficiário de R$ 240 mil do esquema, supostamente recebidos por intermédio de dois sobrinhos em um hotel no centro de Brasília, no dia 21 de março deste ano. O dinheiro, de acordo com as investigações, foi repassado a ele a título de propina, por permitir o pagamento de medições irregulares de obras sob a responsabilidade da Construtora Gautama.

As investigações da Polícia Federal afirmam que a suposta organização criminosa mantinha negócios ilícitos com o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB-MA). Com a mudança de governo, no início do ano, o grupo teria buscado aproximação com o sucessor, Jackson Lago. A PF apurou que três meses depois o grupo teria garantido o pagamento das medições de obras de pontes, com a liberação, em 9 de março, de R$ 2,9 milhões. “Em contrapartida, o governador Jackson Lago recebeu da organização criminosa R$ 240 mil, entregues em dinheiro aos seus sobrinhos Alexandre Maia Lago e Francisco de Paula Lima (conhecido como Paulo Lago)”, anotou o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, no pedido de prisão enviado ao STJ, com base em relatórios produzidos pela polícia.

Escutas telefônicas da PF revelaram o momento em que a propina supostamente paga a Jackson Lago teria sido repassada por intermédio de dois sobrinhos. A entrega teria ocorrido no dia 21 de março, no Alvorada Hotel, no Setor Hoteleiro Sul. Os investigadores captaram o momento em que Maria de Fátima Palmeira acertou os detalhes do encontro com os sobrinhos do governador ,Alexandre Lago e Francisco Lima (leia transcrições dos diálogos ao lado). A polícia apurou que Jackson Lago estava em Brasília naquele 21 de março, hospedado no Hotel Kubitschek. Seu nome, descreveram os investigadores nos relatórios, não constava na lista de hóspedes, mas eles comprovaram a presença dele no estabelecimento por meio de imagens das câmaras de segurança.

O suposto envolvimento de Jackson Lago no esquema de corrupção desbaratado pela Operação Navalha foi um dos motivos que fez o inquéritoser levado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), foro competente para processar governadores. O integrante do PDT escapou de ser preso por um detalhe técnico. A ministra Eliana Calmon entendeu que faltaram “elementos fáticos” previstos na Constituição do Maranhão para caracterizar a prisão em flagrante: “Deixo de decretar a prisão preventiva de Jackson Kepler Lago, governador do estado do Maranhão, por entender que inexistem elementos fáticos capazes de decretar a sua prisão em flagrante, única forma possível de custodiá-lo, diante do que dispõe o art. 66 da Constituição do estado do Maranhão”.

Outro lado
Cumprindo agenda política em Brasília, Jackson Lago defendeu as investigações da PF. “Tudo que for para apurar eu acho que é louvável, é importante, tem o meu apoio e tem a minha solidariedade. Tudo que for para acabar com a roubalheira, eu estou nessa luta uma vida inteira, vivo lutando no Maranhão há 40 anos contra a corrupção”, destacou. Ao saber que seu nome constava no relatório da polícia, o governador disse ser importante que haja apuração. “Eu li nos jornais e vi na televisão que teriam pessoas com laços familiares ligados a mim. Eu acho que tudo tem que ser apurado, se ligados à administração, ou às relações de amizade ou às relações de parentesco”, afirmou.

O governador disse que ainda não teve acesso ao processo por correr em segredo de Justiça, mas que já procurou um advogado e garantiu que “brevemente todos irão tomar conhecimento, até para que eu possa prestar os esclarecimentos necessários”. Em nota, a assessoria do pedetista informou que determinou a abertura de apuração imediata de qualquer contrato do Maranhão com a Gautama. A Executiva Nacional do PDT divulgou nota em solidariedade a Lago. Na nota, a direção do partido afirma que não teme nenhuma investigação sobre o passado e o presente do governador.


Conversas sob suspeita

Confira as transcrições feitas pela Polícia Federal, a partir de diálogos travados entre sobrinhos de jackson lago e representante da Gautama:

De acordo com a PF, Maria de Fátima Palmeira, diretora da Gautama, teria repassado R$ 240 mil, a título de propina, a Alexandre Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior, conhecido como Paulo Lago. Os dois são sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT). A entrega, de acordo com os relatórios da investigação, teria ocorrido no Alvorada Hotel, no Setor Hoteleiro Sul, por decisão do próprio Jackson Lago, no dia 21 de março. No dia seguinte, Fátima relatou a João Manoel a entrega do dinheiro feita aos sobrinhos do governador, esclarecendo que o pagamento se destinava a garantir vantagem em contratos públicos. Leia abaixo trechos de gravações feitas pela PF com os suspeitos:

Diálogos
FÁTIMA pergunta se ALEXANDRE pode vir até o escritório às 21h50. ALEXANDRE diz que vai consultar alguém ao seu lado. Retorna ao telefone e pergunta onde é o escritório. FÁTIMA pergunta se ele nunca foi lá. ALEXANDRE diz que não. FÁTIMA diz que é Setor de Radio e Televisão Sul, Edifício Embasy Palace. São duas referência (sic), vizinho ao Brasília Center, Centro Empresarial Brasília, em frente à TV Record, é um prédio… ALEXANDRE diz que pede a uma pessoa que o leve. FÁTIMA pergunta se quer que ela ligue para o “nosso amigo que é seu amigo”, que disse que es estaria na aula (PAULO) e ela disse que … ALEXANDRE disse que ele não estava na aula não, mas que tinha um pessoal próximo e…. (inaudível). FÁTIMA entendeu. ALEXANDRE disse que PAULO LAG0 comentou que a Dra. não deve ter entendido o que ele estava dizendo. Ligação cai.(21/03/2007 20:32)

  • ALEXANDRE confirma que às 21h50 estará 1á. Pede a ela que ligue para o amigo (PAULO) e diga para ele ir ao mesmo lugar. FÁTIMA diz que ok. ALEXANDRE diz que ele mesmo liga, pois pedira a ele (PAULO) para buscá-lo e podem ir juntos. (21/03/2007 20:34)

  • ALEXANDRE diz que recebeu recomendação de seu chefe hierárquico para que se encontrem no Hotel Alvorada. Ele sairá agora para lá, aguardará FÁTIMA lá. Diz que é aquele hotel onde conversou com FÁTIMA e JOÃO (João Manoel Soares Barros, empregado da Gautama). FÁTIMA diz que ok, mas demorara um pouco, será naquele horário mesmo. ALEXANDRE diz que quando ela estiver chegando ligue para ele, que sairá agora e aguardará. FÁTIMA concorda. (21/03/2007 20:48)

  • FÁTIMA diz (a João Manoel Soares Barros, empregado da Gautama) que ontem (dia 21 de março de 2007) esteve 1á com “os amigos”. Diz que foi tudo certo, que eles estão animadíssimos, felicíssimos, que conversaram muito, falaram sobre aquele assunto que tinham falado com ele, do interior, lhe explicou, disse que queria muito dar a explicação a ela, foi ótimo. (22/03/2007 09:28)
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    Contratos suspeitos somam R$100 milhões

    Além de carros de luxo, computadores e celulares, a PF apreendeu mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo

    Da Redação

    O montante já mapeado de projetos governamentais nos quais o esquema supostamente agiu passa de R$ 100 milhões em apenas um ano. Mas, de acordo com um policial que participa das investigações, esse valor pode ser ainda maior. O valor da propina paga pelo esquema comandado por Zuleido Soares Veras, da construtora Gautama, chegava a R$ 1 milhão, segundo as investigações. Carros de luxo também eram “presenteados” para os integrantes do esquema.

    Carros de luxo, dezenas de computadores, celulares, agendas, caixas de documentos e mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo. O material apreendido nos 84 endereços que foi alvo ontem da Operação Navalha. Somente na casa de Sebastião José Pinheiro Passos, fiscal de obras do Maranhão, os agentes encontraram R$ 600 mil. Outros R$ 60 mil foram apreendidos na casa de Francisco de Paula Lima Júnior, sobrinho do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT).

    Grande parte do que foi levado pelos agentes seguiu para a Superintendência da Polícia Federal, onde serão feitas as perícias. No pátio do edifício, foram estacionados 10 veículos que pertencem aos presos, entre eles uma caminhonete Toyota Hilux avaliada em cerca de R$ 150 mil, de propriedade do deputado distrital Pedro Passos (PMDB).

    Para a Superintendência da PF, também foram levados dois carros — um Citröen e uma BMW — de Maria de Fátima Pereira, gerente da Gautama, empresa acusada de comandar as fraudes nas licitações públicas. Segundo investigadores do caso, apesar de receber um salário de R$ 10 mil, Maria de Fátima mora em uma casa alugada por R$ 9,5 mil mensais em uma área nobre de Brasília e possui um terceiro carro — um Polo. Na carceragem da PF, os presos estão separados para impedir que eles combinem versões.

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    A multiplicação das fraudes

    Polícia Federal apontou, entre outras irregularidades, desvio de verbas em construções da Gautama

    Lúcio Vaz
    Da equipe do Correio

    A investigação da Polícia Federal identificou fraudes e desvio de dinheiro público em obras tocadas pela construtora Gautama em pelo menos oito estados. Em todos eles, perícias e pareceres técnicos fraudados atestam que muitas construções foram realizadas apenas parcialmente ou sequer foram feitas. As gravações da polícia indicam ainda que houve pagamentos de medições fraudulentas em quatro pontes em construção no Maranhão, nos municípios de Água Doce, Tutóia e Paulino Neves. As pontes ligam o nada a lugar nenhum.

    As liberações de recursos para a construção da barragem de Duas Bocas, no Rio Pratagy, em Alagoas, teriam sido facilitadas pelo secretário estadual de Infra-Estrutura, Adeilson Bezerra, e pelo subsecretário, Denisson Tenório. Bezerra teria tido participação decisiva na liberação de uma parcela de R$ 3,1 milhões para a Gautama. Em contrapartida, teria recebido propina de R$ 145 mil em março deste ano, segundo a PF. Tenório emitiu parecer favorável à aprovação de medições que resultaram no pagamento de R$ 2,5 milhões à empresa.

    Rio Preto
    De acordo com as investigações da PF, o deputado distrital Pedro Passos ajudou a liberar dinheiro para a implantação do perímetro de irrigação Rio Preto, no Distrito Federal. Como secretário da Agricultura, teria trabalhado para aprovar um crédito suplementar de R$ 3,5 milhões da Câmara Legislativa, para pagar a empreiteira. A obra apresenta irregularidades, segundo auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).

    Integram a lista de obras fraudadas a 2ª etapa da adutora do Rio São Francisco (SE), a construção de redes de energia elétrica no projeto “Luz para Todos” no Piauí, a pavimentação da BR-420 no Maranhão, as obras da BR-319 no Amazonas e obras de urbanização em Camaçari (BA) e rede de esgoto em Sinop (MT).


    O que foi investigado

  • Obra de construção civil e montagem da 2ª fase da 2ª etapa da adutora do Rio São Francisco, em Sergipe

  • Projeto e obras nas áreas irrigadas na bacia do Rio Preto, no Distrito Federal

  • Edital de licitação para construção de redes de energia
    no projeto “Luz para Todos”, no Piauí

  • Implantação e pavimentação da BR-402, no Maranhão

  • Construção da barragem de Duas Bocas, no Rio Pratagy, em Alagoas

  • Obras da BR-319, no Amazonas

  • Obras de urbanização no município de Camaçari, na Bahia

  • Construção da rede de esgoto no município de Sinop, no Mato Grosso

  • Construção de quatro pontes, em Água Doce, Tutóia e Paulino Neves, no Maranhão

  • Ex-OAS, Zuleido fez fortuna com tática agressiva

    Luís Costa Pinto
    Da equipe do Correio
    Mário Cortivo/Reprodução – 11/11/05
    Zuleido Soares Veras, dono da Gautama: busca de intimidade com gestores públicos

    A filosofia de ação que o empresário Zuleido Soares Veras transformou em marca de sua empreiteira, a Gautama, é a antítese da imagem inspiradora que teve ao batizar a empresa. “Discrição com o cliente, força contra o concorrente”, pregava com orgulho aos funcionários, diante de amigos e até de alguns políticos que o ajudavam no negócio de fazer amizades e influenciar pessoas — especialmente quando elas ocupavam postos-chaves nas máquinas burocráticas das administrações públicas federal, estaduais ou municipais. O nome da empreiteira é uma homenagem a Sidarta Gautama, nobre indiano nascido no ano de 560 a. C. e que aos 35 anos resolveu sentar à sombra de uma figueira para meditar e jejuar por 49 dias. Ao fim do período revelou ter passado por uma profunda transformação espiritual e começou a pregar a paz e a espiritualização: estava fundado o budismo e Sidarta Gautama era a encarnação do Buda.

    Qualquer analogia de Zuleido Veras com Buda começa e termina no nome dado à empresa. A Gautama foi fundada em 1995 e surgiu de uma dissidência da construtora baiana OAS. Especializada na arte de ressuscitar velhos contratos de obras públicas que pareciam caducar nas gavetas da tecnocracia brasiliense, em seu primeiro ano a Gautama tocou empreendimentos cujos orçamentos somados não chegavam a R$ 30 milhões. Doze anos depois, a expectativa de faturamento da Gautama com o setor público chegava aos R$ 1,5 bilhão.

    O método de trabalho de Zuleido Veras sempre foi considerado agressivo pelos concorrentes. Mesmo com sua empreiteira tendo nascido depois da CPI do Orçamento, em 1993, quando se descobriu o método de persuasão usado pelos executivos do setor para conquistar corações, mentes e orçamentos de prefeitos, governadores, parlamentares e gestores orçamentários públicos na obtenção de vantagens e na execução de dribles às normas contratuais, Zuleido adotou o velho paradigma de ação. O escritório da Gautama em Brasília não tinha placas na porta. Ele preferia encontrar seus interlocutores brasilienses em apartamentos funcionais ou em flats. Hospedava-se nos melhores hotéis da cidade e fazia um intenso périplo pelas mesas dos salões de café da manhã. Assim, acreditava, podia despachar com todas as esferas dos gestores públicos sem precisar passar por secretárias e assessores. As duas assertivas que mais usava para impressionar os interlocutores eram “ali eu mando” e “desse eu sou íntimo”.

    Boa vida na Bahia
    Nascido na Paraíba, Zuleido Veras consolidou-se como executivo da OAS em Brasília durante os governos de Fernando Collor e Itamar Franco (1990-1994) e fixou-se na Bahia, estado onde fica a sede da Gautama, a partir de 1995. Em Salvador é conhecido como o dono da mais bela residência do sofisticado privê habitacional Encontro das Águas e pelas festas de réveillon que costuma dar em sua casa. Políticos, servidores públicos e alguns artistas são sempre escolhidos para ilustrar as exclusivas listas de convidados. Nos fins de semana também causa impacto o iate Clara, de 50 pés e orçado em US$ 2 milhões, que Zuleido costuma pilotar na Baía de Todos os Santos e nas enseadas e ilhas do Recôncavo Baiano.

    Acostumado a sempre ter parlamentares em seu encalço, pedindo conversas reservadas ou dando retorno de consultas feitas com antecedência, ontem foi um dia incomum para Zuleido Veras. Mal se achava no Congresso Nacional um deputado ou senador para dizer que o conhecia. A qualificá-lo de “amigo”, nenhum. No escritório central da empreiteira, em Salvador, os telefones não atendiam: não era para menos. O dono, o filho do dono e o irmão do dono da Gautama estavam presos pela Polícia Federal com outros 13 diretores e funcionários graduados da empresa.


    Reação

    Procurador fará denúncia
    O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, anunciou ontem que vai denunciar os investigados pela Operação Navalha no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em nota oficial, a Procuradoria Geral da República informou que “o Ministério Público Federal, no prazo legal, apresentará denúncia ao STJ para dar início à respectiva ação penal, tendo em vista o envolvimento nos crimes de agentes públicos submetidos à jurisdição da referida Corte Superior”. O STJ deve, entre outras atribuições, julgar autoridades como governadores e integrantes de tribunais de contas. Os 46 presos são suspeitos de participação em fraudes em obras públicas. Se a denúncia for aceita, será aberta uma ação penal. A nota da Procuradoria informa que, “segundo se apurou, todos esses crimes são consumados para viabilizar os objetivos da organização, de garantir o direcionamento de verbas públicas federais e estaduais para obras de interesse do grupo, garantir o vencimento de licitações e assegurar a liberação de pagamento de obras superfaturadas, executadas irregularmente, ou mesmo inexistentes”.

    Assessores afastados
    O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, afastou preventivamente o assessor especial Ivo Almeida Costa até a conclusão das investigações. Também determinou que a Eletrobrás convoque o Conselho de Administração da Companhia Energética do Piauí (Cepisa) para providenciar o “desligamento” do diretor-presidente da empresa, Jorge Targa Juni. Os dois foram presos ontem na Operação Navalha e são suspeitos de envolvimento no esquema de fraudes de licitações de obras do governo, incluindo projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do “Luz para Todos”. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, suspendeu os pagamentos de dois contratos do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) com a Gautama, na Bahia e no Amazonas, e deu prazo de 72 horas para a autarquia se explicar. A Caixa Econômica Federal abriu processo interno para apurar a responsabilidade do superintendente de Produtos e Repasses do banco, Flávio José Pin. O governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), afastou do governo os cinco auxiliares presos pela PF.

    PAC não será prejudicado
    O ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, minimizou a possibilidade de verbas do PAC terem sido desviadas pela quadrilha desbaratada pela Operação Navalha. “Um prédio de 30 andares não vai deixar de ser construído porque um caminhão de areia foi mal administrado”. Sobre a prisão de assessores do governo, Walfrido disse que é preciso coibir os servidores que não têm a compostura e o comportamento exigidos pelo governo. O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que os efeitos da Operação Navalha são positivos para o país. “Eles (infratores) não vão poder mais contabilizar propina na construção de obras públicas. Estamos muito contentes. A operação confirma o que eu disse desde o começo. A Polícia Federal vai continuar investigando e operando. Certamente outras operações virão”, disse Tarso. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que a operação é uma prova de que o governo não compactua com a impunidade. Segundo Dilma Rousseff, passou a vigorar no Brasil uma prática de “permanente fiscalização e controle” sobre a relação que há entre fornecedores, empreiteiros e servidores nas obras públicas.

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    pedro passos fica uma noite na cadeia da PF

    Colegas parlamentares tentam tirar deputado da carceragem da Polícia Federal e deixá-lo em prisão domiciliar

    Ana Maria Campos
    Da Equipe do Correio

    Ailton de Freitas/Agência O Globo
    Passos ao sair de casa em direção à carceragem da PF: regimento interno da Câmara legislativa prevê prisão domiciliar
    Depois de um longo dia de discussões e vai-e-vem nas posições, os deputados distritais decidiram liberar o colega Pedro Passos (PMDB) da carceragem da Polícia Federal (PF) para mantê-lo em cárcere domiciliar. O parlamentar preso ontem sob a acusação de formação de quadrilha e corrupção ficará sob custódia da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa até que o plenário analise, na próxima terça-feira, se permitirá o relaxamento da prisão. Na noite de ontem, o procurador da Câmara, Stefano Borges Pedrosa, apresentou a decisão à PF. Mas, segundo o advogado de Passos, Herman Barbosa, apenas hoje pela manhã a Justiça analisaria a decisão dos distritais.

    A custódia de deputado preso em flagrante é prevista no regimento interno da Casa. Mas o destino de Passos provocou controvérsia desde as primeiras horas da manhã. Assim que a PF bateu na porta de sua casa, no Lago Norte, por volta das 7h, Pedro Passos disparou ligações. Telefonou para advogados, para o presidente da Câmara, Alírio Neto (PPS), para comunicar que estava sendo preso, e para o colega de partido, Benício Tavares, para pedir ajuda. Começou, assim, a costura para a liberação do deputado, em decisão confirmada às 21h. Benício tomou a frente da articulação e conversou com vários distritais tentando convencê-los de que uma medida deveria ser adotada ainda ontem pela Câmara, o que poderia evitaria que Passos passasse a noite na PF.

    No início da tarde, havia uma expectativa de que Passos seria removido da carceragem e entregue à presidência da Casa, a quem caberia a custódia do distrital, segundo estabelece a Constituição em casos de parlamentares presos em flagrante de crime inafiançável. Nessas situações, o Parlamento tem de se reunir e deliberar num prazo de até 72 horas pelo relaxamento ou não da prisão. Essa possibilidade foi descartada no meio tarde, depois de horas de discussão. Se Passos fosse transferido para a Câmara, onde seria instalado? Sem resposta para essa indagação, os distritais retomaram o debate.

    Numa reunião na presidência, três teses foram apresentadas. O líder do PT, Chico Leite, sustentou que o melhor caminho seria usar todo o prazo legal — 72 horas — antes de tomar uma decisão. Passos ficaria no xadrez, enquanto a Câmara aguardaria novas informações. Houve um posicionamento alternativo, proposto por Paulo Tadeu (PT): manter a custódia do distrital em prisão domiciliar até o próximo domingo, quando a Câmara se reuniria para discutir o assunto. Com 16 votos favoráveis, venceu a tese de Benício — a de que a Casa deveria relaxar ainda ontem a prisão. Essa decisão, no entanto, durou pouco — valeu apenas até que o relatório da investigação da Polícia Federal e o despacho da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) chegou à Câmara.

    Gravações
    Os deputados Cristiano Araújo (PTB), Berinaldo Pontes (PP), Érika Kokay (PT), Paulo Roriz (DEM), Paulo Tadeu (PT) e Batista das Cooperativas (PRP) usaram um laptop da presidência para ouvir o CD com as gravações telefônicas em que Passos conversa com Zuleido Soares Veras, dono da empreiteira Gautama, e com Maria de Fátima Palmeira, diretora comercial da empresa. O conteúdo dos diálogos incomodou deputados. Em minutos, a notícia se espalhou: nas escutas, Passos fala sobre um suposto crédito suplementar que beneficiaria a Gautama e sobre pagamentos, o que provoca suspeitas de que estaria exigindo propina para liberar recursos da Secretaria de Agricultura, para a obra de construção de barragens na Bacia do Rio Preto no DF.

    Numa nova reunião, os distritais resolveram seguir o meio-termo proposto por Paulo Tadeu. Passos sairia da prisão, mas não seria liberado totalmente. Apenas os petistas Chico Leite, Érika Kokay, Cabo Patrício, além de Reguffe (PDT), foram contrários a essa posição. Todos os demais — com exceção de Dr. Charles (PTB) que não estava na Câmara — seguiram essa opção. Definido o formato nos bastidores, o procedimento foi seguido na CCJ. Chico Leite presidiu a sessão para deliberar sobre o assunto, já que o presidente da comissão é justamente Passos. Por quatro votos a um, vencido o petista, a CCJ optou pela prisão domiciliar. O caso foi relatado por Benício.


    Conversas suspeitas

    Confira abaixo as transcrições feitas pela Polícia Federal, a partir de diálogos que teriam sido travados entre Pedro Passos e representantes da Gautama:

    1. Em 22 de junho de 2006, Pedro Passos, já no exercício do mandato de deputado distrital, conseguiu aprovar na Câmara Legislativa do Distrito Federal o crédito suplementar de R$ 3,5 milhões, que seria destinado à Secretaria de Agricultura para pagamento à Gautama. Em 16 de junho de 2006, pouco antes da aprovação do crédito suplementar à Secretaria de Agricultura para repasse à Gautama, Pedro Passos, segundo a Polícia Federal, havia solicitado a Zuleido Soares Veras (presidente da empresa) o pagamento de vantagem indevida:

    Diálogos
    PEDRO diz que não pode falar com “ele” antes. ZULEIDO diz que 4a. (quarta-feira) vai por lá (Brasília) e resolve aquele negócio. PEDRO diz que falou com FÁTIMA (Maria de Fátima Palmeira, diretora da Gautama) que lhe disse que lhe dava um “socorro” hoje, mas acabou não dando certo. ZULEIDO diz que FÁTIMA está de férias — 15 dias —, viajou. ZULEIDO repete que resolve na 4a. (quarta-feira). PEDRO pergunta se ZULEIDO consegue liquidar o resto na quarta. ZULEIDO diz que sim. PEDRO diz que na terça ou quarta votam o crédito suplementar que está na Câmara. Fala que estão tirando 2 e meio lá para pagar o resto que falta e dar a Ordem de Serviço para começar alguma coisa, também. ZULEIDO diz que vai chegar na segunda onde PEDRO está (Brasília), e conversam pessoalmente. (16/06/2006, às 20:55:54)

    2. A solicitação, segundo a Polícia Federal, voltou a ser renovada, em 30 de junho e 3 de julho. Os dois conversam e fazem referência a Maria de Fátima Palmeira, diretora da Gautama:

    Diálogos
    ZULEIDO diz que na segunda de noite vai estar lá (Brasília) com FATIMA e leva o material de PEDRO PASSOS. Diz que teve que viajar — está em Macapá —, mas segunda se encontram. PEDRO PASSOS diz que, já que ZULEIDO esta dando uma noticia boa, vai pagar com outra — aprovaram 4 milhões e 200 mil (reais) de crédito suplementar para a barragem, para pagar o resto e sobrar um saldo para começar lá. ZULEIDO dá os parabéns. PEDRO PASSOS diz que segunda-feira à noite se falam. (30/06/2006, às 18:29:20)

  • ZULEIDO diz que está levando o material (dinheiro) dele na quarta. PEDRO diz que achava que ZULEIDO viria hoje. ZULEIDO diz que apareceu problema em Sergipe e vai sair de lá em torno de meio dia, chegando em Brasília às 2 horas. PEDRO pergunta se ZULEIDO não vai furar. ZULEIDO diz que não. PEDRO diz que é para conversarem, pois tem novidade.. ZULEIDO fala que Fátima também está chegando. (03/07/2006, às 19:53:40)

    3. Em 13 de julho de 2006, segundo a Polícia Federal, consumou-se a entrega da propina ao deputado distrital Pedro Passos, por Fátima Palmeira, no Hotel Eron, onde teria se encontrado. No mesmo dia, ainda de acordo com a Polícia Federal, Pedro Passos pediu, através de Fátima, que Zuleido complementasse o valor da propina, que somente foi entregue em parte:

    Diálogos
    FÁTIMA diz que só está com “aquilo mesmo que eu lhe disse”. Diz que “ele” (ZULEIDO) comprometeu-se a resolver tudo até sexta-feira. Diz que em razão disso precisa conversar com PEDRO PASSOS e pede que este veja o dia, local e hora mais conveniente. PEDRO diz que podem conversar na primeira hora após o almoço. Pede que FÁTIMA insista com “ele” (ZULEIDO) e pergunta se o caso será resolvido até sexta-feira. FÁTIMA diz que certamente sim. (12/07/2006, às 13:14:25)

  • FÁTIMA e PEDRO PASSOS combinam de se encontrar em quinze minutos no hotel (ERON). (13/07/2006, às 11:15:46)

  • FÁTIMA diz a PEDRO PASSOS que já está chegando. (13/07/2006, às 11:38:23)

  • Agentes levam documentos do gabinete
    Daniel Ferreira/CB
    Pedro Passos, ao tentar mostrar que o deputado negociava cavalos com representantes da Gautama

    A Polícia Federal (PF) chegou cedo ontem na Câmara Legislativa, pouco antes das sete horas, para cumprir um mandado de busca e apreensão no gabinete 20, do deputado Pedro Passos (PMDB). Os agentes só deixaram o local depois de oito horas de trabalho, com todos os HDs dos computadores e uma pilha de documentos. Vários servidores da Casa passaram a manhã em frente ao gabinete, que permaneceu fechado, enquanto a PF vasculhava cada gaveta e prateleira.

    Durante todo o dia, não se falou de outra coisa na Casa. O advogado de Pedro Passos, Herman Ted Barbosa, chegou no início da tarde, e fez várias reuniões com distritais. Herman sustentou que as conversas entre Pedro Passos, Zuleido Soares Veras e Maria de Fátima Palmeira se referiram a negócios para compra de cavalos. O distrital é dono do Haras Lumiar, com criação de Mangalargas Marchadores. Herman admite que o distrital conversou sobre suplementações orçamentárias, mas garante que não houve qualquer negociação de favorecimentos ou propinas.

    No plenário, Herman mostrou aos distritais notas promissórias que comprovariam dívidas de Fátima (diretora comercial da Gautama) e Henrique Garcia Araújo (administrador de uma fazenda do grupo), que também foram presos, com a compra em leilões de sete cavalos de Passos. No total, a dívida chegaria a R$ 100,2 mil. “Uma coisa é a atividade parlamentar. Outra coisa é a atividade empresarial do deputado Pedro Passos”, afirmou o advogado.

    Além do próprio advogado, Passos teve vários defensores na Casa. O deputado Júnior Brunelli (DEM) chegou a dizer que com a decisão da ministra Eliana Calmon, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) teria “violado os direitos humanos”. À medida em que os deputados defendiam a liberação do colega, várias pessoas nas galerias aplaudiam. Como resposta para quem discursava em defesa da investigação da Polícia Federal, vaias.

    A maioria dos distritais criticou o fato de Pedro Passos ter sido preso em flagrante, enquanto no caso das outras 45 pessoas a prisão foi preventiva. Para Eliana Calmon, Passos cometeu crime de formação de quadrilha — que seria um ilícito continuado, o que justificaria o flagrante. Por causa da imunidade processual, o deputado só poderia ser preso por flagrante de crime inafiançável. Para o presidente da Câmara, Alírio Neto (PPS), houve uma injustiça. “Não defendo privilégios para deputados. Mas um parlamentar tem de ter no mínimo o direito dos outros”, disse. Alírio reclamou do tratamento diferenciado que Passos teve em relação ao governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), que foi apontado como envolvido no esquema, mas não foi preso em flagrante.

    O líder do PT, Chico Leite, disse que não poderia cassar uma decisão judicial. “Somente o Poder Judiciário poderia revogar ou relaxar a prisão”, diz. “Um deputado não pode ter um privilégio (de ter a prisão relaxada) que um cidadão comum não tem”, ataca Reguffe. Na próxima terça-feira, de manhã, os deputados decidirão em plenário se Passos permanecerá sob prisão domiciliar ou se será posto em liberdade. (AMC)


    Uma coisa é atividade parlamentar. Outra é a atividade empresarial de Pedro Passos

    Herman Ted Barbosa, advogado de Pedro Passos, ao tentar mostrar que o deputado negociava cavalos com representantes da Gautama

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    Processo na Corregedoria

    Documentos da investigação contra distrital são remetidos a órgão responsável por analisar quebra de decoro

    Ana Maria Campos
    Da equipe do Correio

    Carlos Vieira/CB
    Deputados distritais passaram o dia de ontem discutindo a prisão de Pedro Passos: próxima etapa será analisar se houve quebra de decoro parlamentar
    A controvérsia de ontem sobre o destino do deputado Pedro Passos (PMDB) foi apenas uma amostra da polêmica que deverá dominar a Câmara Legislativa nos próximos meses. Ainda na tarde de ontem, o presidente da Casa, Alírio Neto (PPS), remeteu à Corregedoria todos os documentos relacionados à prisão do peemedebista para análise de abertura de processo disciplinar que vai apontar se o distrital quebrou o decoro parlamentar. Um CD com todas as informações em mídia óptica, preparado pela Polícia Federal, reúne os primeiros elementos para a abertura de uma investigação interna sobre o suposto envolvimento de Passos num esquema de corrupção com a empreiteira Gautama.

    O corregedor, deputado Rôney Nemer (PMDB), deverá preparar um parecer sobre a abertura ou não do processo. O texto será posteriormente discutido na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, presidida pela deputada Érika Kokay (PT). A Polícia Federal sustenta que Passos trabalhou para que houvesse um crédito suplementar na Secretaria de Agricultura para o programa de construção de barragens na Bacia do Rio Preto, no Distrito Federal. Levantamento obtido pelo Correio mostra que, de fato, houve um crédito de R$ 3,7 milhões em julho, justamente o período em que a PF monitorou os telefones dos proprietários da Gautama.

    O futuro de Passos é nebuloso. A composição da Comissão de Ética é desfavorável ao distrital. Três dos cinco parlamentares que a integram — Kokay, Reguffe (PDT) e Rogério Ulysses (PSB) — estavam ontem entre os mais resistentes a liberar o colega da prisão. Com um passado turbulento, o distrital responde a mais de uma dezena de processos por formação de quadrilha e parcelamento ilegal do solo. É acusado de ser o responsável pela implantação de vários condomínios irregulares e de crime ambiental. Na sua primeira eleição, em 2002, Passos chegou a ter a prisão preventiva decretada durante a campanha.

    Eleição
    Naquela ocasião, no entanto, ele soube do mandado antes que a Polícia Federal chegasse a sua casa e passou dias foragido. Só apareceu quando a Justiça revogou a prisão sob o entendimento de que um candidato não pode ser preso no prazo de cinco dias antes do pleito eleitoral. Elegeu-se deputado distrital e ganhou imunidade. O irmão de Pedro Passos, Márcio Passos, passou duas semanas na cadeia pelo mesmo motivo — a suposta ocupação irregular de uma área pública entre as QIs 27 e 29 do Lago Sul. Meses depois, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou a prisão de Márcio Passos ilegal.

    Nesse episódio, Pedro Passos também foi flagrado em conversas suspeitas, gravadas com autorização judicial. Ele falava sobre a ocupação das terras e num trecho acabava comprometendo um desembargador, que por conta disso foi punido pelos colegas com a perda do cargo no Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). Nos últimos meses, Passos vinha dizendo aos colegas que pretendia refazer a imagem desgastada em tantos momentos conturbados, desde que em 1995 foi acusado na CPI da Grilagem de comandar um esquema de parcelamento de terras com os irmãos Alaor, Márcio e Eustáquio. O distrital sempre alegou que era vítima de uma perseguição do Ministério Público do Distrito Federal.


    Roberto Figueiredo é afastado do BRB

    Lilian Tahan
    Da equipe do Correio
    Adauto Cruz/CB – 23/4/07
    Envolvimento de figueiredo com esquema investigado é anterior a sua nomeação para a presidência do banco

    Nomeado há menos de um mês para assumir a presidência do Banco de Brasília (BRB), o economista Roberto Figueiredo Guimarães, 47 anos, foi afastado formalmente do cargo no final da tarde de ontem. Betinho, como é conhecido no primeiro escalão do governo local, teve nome citado no inquérito da Polícia Federal que detalha o esquema de corrupção segundo o qual agia uma quadrilha formada por executivos da construtora Gautama, lobistas e agentes públicos. No relatório produzido a partir dos dados da PF pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Roberto Figueiredo está listado entre as 13 pessoas acusadas de usar influência pessoal para beneficiar o esquema criminoso. Em função das evidências encontradas pelos agentes federais, Betinho está preso na Superintendência da PF, em Brasília.

    O relatório assinado pela ministra Eliana Calmon do STJ vincula Betinho à fraude no período em que o mesmo era servidor do governo do Maranhão. Ele foi consultor financeiro na gestão do governador José Reinaldo Tavares. Mesma época em que outro suspeito Geraldo Magela Fernandes da Rocha atuava como assessor do então chefe do Executivo. Segundo o documento os dois “contribuíram para que o grupo obtivesse sucesso no recebimento de valores em pagamento por medições irregulares de obras apresentadas à Secretaria de Infra-Estrutura, mediante recebimento de indevidas vantagens”.

    As escutas telefônicas da Polícia Federal apontaram indícios de que um dos lotes da propina (no valor de R$ 500 mil) tenha sido pago por Zuleido Veras — dono da construtora Gautama — a Betinho e Geraldo Magela. De acordo com o inquérito policial eles “arrumaram as irregularidades no processo de medição da obra” para facilitar a liberação de recursos destinados à empresa. “Conforme diálogos interceptados, Roberto Figueiredo recebia regularmente vantagens indevidas da Gautama”, detalha o documento.

    Afastamento
    Confirmado no dia 24 de abril para a presidência do Banco de Brasília, Roberto Figueiredo foi oficialmente afastado do cargo no início da tarde de ontem. O governador José Roberto Arruda foi acordado com a notícia do envolvimento de Betinho na Operação Navalha da PF. Na noite de quarta-feira havia combinado uma caminhada com o presidente da Câmara Legislativa, o deputado Alírio Neto (PPS). Em função da notícia, antecipou em uma hora o encontro. Na conversa com o distrital, o governador já tinha uma posição definida. Tão logo fosse confirmada a prisão, anunciaria o afastamento de Roberto Figueiredo. “Não tenho como evitar o afastamento do Roberto, não até que se prove a inocência dele no esquema de corrupção levantado pela Polícia Federal”, afirmou Arruda durante almoço na residência oficial de Águas Claras.

    Betinho se aproximou da cúpula do GDF ainda na fase de transição, quando o economista coordenou um dos grupos temáticos para discutir o encaminhamento da área financeira da futura administração. Na época de sua nomeação à frente do BRB, elogiava-se a escolha técnica para o cargo, com a indicação de Roberto Figueiredo. Ele foi secretário do Tesouro de Fernando Collor de Mello e atuou como consultor financeiro do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

    Poucas horas depois que Arruda anunciou a saída de Betinho, sete integrantes do conselho de administração do Banco de Brasília aprovaram a nova indicação feita pelo governador. Assume interinamente o lugar de Betinho o atual diretor de controle e planejamento do BRB, Laécio Barros Júnior. Funcionário de carreira, Laécio ingressou na instituição em 1989 e passou por diferentes postos até a nomeação para a diretoria. A Corregedoria Geral do DF vai abrir processo administrativo sobre o caso. O corregedor-geral Roberto Giffoni afirmou que espera provar em no máximo 60 dias que não existe nenhuma relação entre a operação da Polícia Federal e o motivo da prisão de Betinho com a sua curta atuação no BRB.


    memória
    PF prendeu 5 mil em três anos

    Riomar Trindade e Fernanda Guzzo
    Da equipe do Correio

    De 13 de junho de 2003 até 30 de abril deste ano, a Polícia Federal realizou 335 operações e prendeu 5.841 pessoas supostamente envolvidas em falcatruas, desde fraudes em licitações públicas, corrupção no serviço público — federal, estadual ou municipal — até tráfico de armas e de drogas. O envolvimento de servidores públicos com os crimes é grande: um contingente de 1.002 funcionários federais, estaduais ou municipais, ou seja, quase 20% do total de presos, além de outros 100 policiais federais. Os números estão no site da PF.

    Em 2003, a operação da PF com maior número de prisões — 53 pessoas — foi a Praga do Egito (também conhecida como Gafanhoto), que prendeu em Brasília o governador de Roraima, Neudo Campos, acusado de desvio de dinheiro público naquele estado. Houve ainda a Operação Anaconda, que desbaratou uma quadrilha que atuava na intermediação de sentenças judiciais. Na ocasião, dois delegados da própria PF foram detidos. Além disso, a investigação culminou com a condenação do juiz afastado João Carlos da Rocha Mattos, que até hoje está detido.

    No ano seguinte, a PF chegou a prender 65 pessoas durante a Operação Farol da Colina, que apurou sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em oito estados como desdobramento das investigações realizadas em 1997 no caso Banestado. Em 2005, o número de servidores presos aumentou — 219, no total. Só na Operação Curupira, 50 funcionários foram detidos. A ação desarticulou uma organização criminosa composta por madeireiros e despa

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